Bósnia apresenta pedido formal de adesão à UE

SÃO PAULO, 16 FEV (ANSA) - A Bósnia-Herzegovina apresentou ontem (15) seu pedido formal de adesão à União Europa, confirmou a representante da diplomacia do bloco, a italiana Federica Mogherini. O maior desafio do país será acelerar as reformas exigidas pela UE para evitar que o processo de adesão se arraste por vários anos. Além disso, alguns especialistas acreditam que o pedido formal de ingresso é apenas uma tentativa do governo local de desviar a atenção pública das crises políticas e sociais. "Este ano será um ano difícil", admitiu o presidente em exercício da Presidência colegiada da Bósnia, Dragan Covic, durante cerimônia em Bruxelas, na qual apresentou o pedido oficial de adesão do país. "Temos que melhorar a nossa economia.   

Teremos eleições locais e será uma oportunidade para demonstrar que podemos reformar o nosso país. Vemos que a nossa vizinha, Croácia, já é um membro da UE. Montenegro e Sérvia também estão no caminho da integração à UE. A Bósnia-Herzegovina também faz parte deste continente", disse Covic.   

A Bósnia foi classificada em 2003 como "potencial candidato" à UE, mas nunca conseguiu ingressar no bloco devido às divisões políticas internas com sérvios, croatas e muçulmanos, os quais têm bloqueado o processo de reformas exigidas pela Europa em troca da adesão.   

A ex-república iugoslava foi declarada independente em 1992 e foi assolada por uma guerra civil nos três anos seguintes. Desde então, a Bósnia-Herzegovina continua dividida em duas entidades: Federação Croato-Muçulmana e Republica Srpska. Em fevereiro de 2015, o Parlamento central do país adotou uma declaração se comprometendo a aplicar as reformas exigidas pela UE para ingressar no bloco, mas o processo sofreu uma série de impasses. Atualmente, a Bósnia enfrenta uma crise econômica com uma taxa de desemprego acima de 40% e focos de movimentos islâmicos radicais, além de protestos sociais. (ANSA)
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