Papa é pressionado para falar de 43 jovens desaparecidos

CIDADE DO MÉXICO, 16 FEV (ANSA) - Em seu quinto dia de viagem oficial ao México, o papa Francisco voltou a fazer apelos contra a corrupção, a violência e o narcotráfico, males que atingem a sociedade e a política mexicana. O argentino Jorge Mario Bergoglio visitou nesta terça-feira (16) a cidade de Morelia, capital do estado de Michoacán, a 315 quilômetros da Cidade do México. O local sofre com altos índices de criminalidade e narcotráfico.   

Em uma reunião com sacerdotes e seminaristas locais, Francisco pediu para ninguém se resignar diante dos crimes e das tentações. "A resignação nos paralisa e nos impede não somente de caminhar, mas de construir uma estrada. A resignação que assusta", disse o líder da Igreja Católica. "Por isto, não se deixem cair na tentação da resignação".   

Logo que chegou ao México, segundo país com a maior população católica, atrás apenas do Brasil, o Papa fez apelos contra a violência, a corrupção e o tráfico de drogas, além de pedir apoio das autoridades aos jovens em situações de risco. Faltando dois dias para o Papa encerrar sua viagem oficial ao México, o Vaticano ainda tem recebido pedidos de familiares de vítimas do crime que querem se reunir com Francisco. Entre elas, estão os pais dos 43 jovens desaparecidos em setembro de 2014, em Iguala, no estado de Guerrero. Amanhã, o Papa visitará Ciudad Juárez, onde celebrará uma missa para todas as vítimas da violência no México. De acordo com fontes vaticanas, os familiares dos 43 jovens desaparecidos foram convidados. "Sabemos que 27 mil pessoas desapareceram nos últimos anos no país. Não tenho informações de que o Papa apoiará alguém ou um grupo, particularmente. Ele demonstrará sua proximidade a cada um, em geral. O Papa reza por todos", disse o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.   

Porta-vozes e advogados dos familiares confiraram que receberam o convite para a missa, mas disseram que não têm dinheiro para viajarem à Ciudad Juárez e que esparam se reunir com o Papa na capital mexicana.   

Lombardi também denunciou uma "pressão midiática" para que Francisco aborde o caso dos desaparecidos e se reúna com os parentes das vítimas. "É um pouco estranho que pressionam o Papa por algo a fazer. Ele fala com todos que sofrem violência e com grande compreensão", comentou. "Ele tem seu coração cada um deles e é consciente sobre a tragédia dos 43 e sobre as tragédias que outras pessoas sofrem". Francisco, que desembarcou no país no último dia 12, ficará no México até quinta-feira (18). As transmissões televisivas de sua viagem estão batendo recorde de audiência, com quase 41 milhões de telespectadores nesses cinco dias. União Civil - Em uma coletiva de imprensa a jornalistas mexicanos e estrangeiros nesta quinta-feira (16), o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse mais uma vez que o papa Francisco acredita somente no matrimônio "entre um homem e uma mulher".   

A declaração foi dada em um momento em que o Senado italiano debate um projeto de lei que pode oficializar a união civil de pessoas do mesmo sexo no país, cujo território geográfrico compreende o Estado do Vaticano. (ANSA)
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