Renzi e Macri tentam reaproximação entre Itália e Argentina

BUENOS AIRES, 16 FEV (ANSA) - Após quase vinte anos sem um premier italiano visitar a Argentina, Matteo Renzi está sendo recebido em Buenos Aires pelo presidente Mauricio Macri na tentativa de reaproximação entre as duas nações, que são parceiras históricas.   

Em encontro com estudantes na tarde da última segunda-feira, dia 15, Renzi disse que Argentina e Itália "são duas nações próximas, eu diria até mais ... Podemos ser primos dos franceses, mas com a Argentina diria que somos irmãos". A proximidade de valores e projetos conjuntos, além do aumento de investimentos italianos no país, foram temas repetidos em diversas ocasiões pelo italiano, que se encontrou com membros da grande comunidade italiana local, estudantes e empresários.   

Em mais de uma ocasião Renzi destacou "o potencial" da Argentina, uma nação que, segundo ele, tem "uma das economias mais ricas do mundo".   

Ainda de acordo com o chefe de Governo italiano, "a Europa precisa da Itália assim como a América Latina precisa da Argentina".   

Nesta terça-feira, dia que retorna para a Itália, Renzi deve visitar a Casa Rosada e o bairro La Boca, que acolheu grande parte dos imigrantes italianos que chegaram ao país no final do século XIX. Argentina e Itália têm uma forte ligação, principalmente por conta da grande comunidade de italianos no país. A relação bilateral, no entanto, sofreu com o episódio conhecido como "Tango Bonds", de credores, em sua maioria aposentados, italianos que não receberam após comprar títulos da dívida argentina no começo dos anos 2000. Após anunciar que deve pagar os credores nos próximos meses, o governo de Macri quer se reaproximar da Itália, assim como de outros países europeus, a fim de captar investimentos estrangeiros e de se aproximar de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).   

Renzi é o primeiro chefe de Governo italiano a visitar Buenos Aires em cerca de 18 anos. O último foi Romano Prodi, em 1998.   

Estátua - Com a visita do italiano aumentam as expectativas a respeito da estátua de Cristovão Colombo que ficava nas proximidades da Casa Rosada e foi retirada pelo governo de Cristina Kirchner em 2013.   

A remoção da estátua, um presente da Itália à Argentina em 1921, causou a comoção da comunidade italiana na cidade de Buenos Aires.   

O secretário da Presidência argentina na época, Oscar Parrilli, disse à imprensa que este é um monumento que representa "a Espanha colonizadora".   

A remoção da estátua foi mais uma das facetas da briga entre Cristina e Macri, de origem italiana, que era prefeito de Buenos Aires na época. Desde que assumiu a Presidência, em dezembro, por sua vez, Macri retirou os retratos de Néstor Kirchner e de Hugo Chávez, pendurados por Cristina com destaque na Casa Rosada, e os mandou para um museu. (ANSA)
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