Falta de autópsia levanta suspeitas sobre morte de Scalia

NOVA YORK, 17 FEV (ANSA) - A morte inesperada e a falta de autópsia estão levantando suspeitas sobre as circunstâncias da morte do ex-juiz da Suprema Corte norte-americana Atonin Scalia, principalmente por ser uma figura controversa, que tinha muitos desafetos por conta de sua postura conservadora.   

Scalia morreu no último fim de semana aos 79 anos de idade. O corpo foi encontrado em um resort no Texas e, de acordo com fontes médicas, sua morte teve causas naturais. A falta de autópsia no corpo e o fato de que a oficial que declarou sua morte não ter o visto antes de fazer o parecer estão sendo motivos de controvérsia, pois podem ter deixado passar importantes evidências, apontam especialistas.   

As autoridades que investigaram a cena onde Scalia foi encontrado morto afirmam que não havia qualquer rastro de que ele teria sido assassinado, no entanto.   

O pré-candidato republicano à Presidência, Donald Trump, lembrou a jornalistas que Scalia "foi encontrado um travesseiro em seu rosto, o que é bastante inesperado".   

Na Internet vem surgindo teorias de que ele teria sido morto para que o presidente Barack Obama conseguisse nomear um juiz democrata, conquistando maioria na Suprema Corte antes de deixar o cargo.   

O presidente pediu ontem que o Senado, que tem maioria republicana, "faça seu trabalho" e o ajude a escolher um novo nome rapidamente. Líderes opositores, no entanto, disseram querer postergar a escolha até o próximo presidente.   

"A Constituição é clara sobre o que deveria acontecer agora", disse Obama, em coletiva de imprensa.   

Primeiro juiz ítalo-americano a ser nomeado para a Suprema Corte, Scalia representava a ala mais conservadora da instituição. Ele tinha sido indicado ao cargo em 1986, pelo então presidente republicano Ronald Reagan (1981-1989). Com a morte de Scalia, a Suprema Corte perde um de seus nove membros, os quais são designados pelo presidente dos EUA de maneira vitalícia. A Casa fica agora com quatro juízes conservadores e quatro liberais, em um momento em que o mandatário precisa analisar questões essenciais para suas reformas, como as leis imigratórias, o controle de armas e o combate às mudanças climáticas. A 11 meses do fim de seu mandato, Obama terá que enfrentar toda a oposição republicana para conseguir correr contra o tempo e nomear o substituto de Scalia, desencadeando uma luta política acirrada. (ANSA)
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