Eleição em Uganda tem caos e prisão de opositor

KAMPALA, 18 FEV (ANSA) - Um clima de caos e forte tensão marcou as eleições presidenciais desta quinta-feira (18) em Uganda, com o principal candidato de oposição, Kizza Besigye, que desafia o mandatário Yoweri Museveni, sendo detido e libertado algumas horas depois.   

Durante o dia, foram registrados grandes atrasos na votação por todo o país e confrontos entre as forças de segurança e manifestantes. Segundo o partido Fórum pela Mudança Democrática, de Besigye, o presidenciável foi preso em um subúrbio da capital Kampala, onde estava para investigar supostas fraudes.   

Adversário de um presidente que tenta ganhar seu quinto mandato seguido, o oposicionista teria sido levado a uma "localidade desconhecida" pela polícia, até ser conduzido à sua residência.   

No entanto, o episódio ainda tem contornos pouco claros, já que não se sabe os motivos da prisão-relâmpago.   

Além disso, segundo a imprensa internacional, alguns colégios eleitorais sequer abriram as portas. A situação era particularmente tensa em um bairro de Kampala onde centenas de pessoas esperaram por horas para votar. Ao entrarem nas salas, descobriram que só conseguiriam escolher parlamentares, já que faltavam cédulas para a eleição presidencial.   

O caso revoltou dezenas de cidadãos, que partiram para cima da polícia e jogaram as urnas nas ruas. Já as redes sociais Twitter e Facebook foram bloqueadas pelas autoridades, que justificaram a censura com o argumento de evitar a "difusão de mentiras".   

Museveni, de 71 anos, está no poder desde 1986 e comanda o país com punho de ferro. Segundo sondagens locais, ele vencerá seus sete adversários já no primeiro turno, mas os resultados só devem sair no próximo sábado (20).   

Além da repressão a grupos rivais, o presidente também é conhecido pela perseguição contra gays. Em fevereiro de 2014, ele chegou a promulgar uma lei que proibia a "promoção da homossexualidade", obrigava os cidadãos a denunciarem gays para a polícia e estabelecia penas que iam até a prisão perpétua para quem se relacionasse com pessoas do mesmo sexo. (ANSA)
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