Após maratona, Reino Unido e UE chegam a acordo

BRUXELAS, 19 FEV (ANSA) - Terminou o impasse entre o Reino Unido e a União Europeia. Poucos minutos depois de seu porta-voz ter negado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciou em seu perfil no Twitter que os dois lados chegaram a um acordo unânime para mudar o status de Londres no bloco.   

"Acordo. Apoio unânime para a nova posição do Reino Unido na União Europeia", escreveu o polonês, que comanda o órgão que reúne os líderes de todos os países da UE. Minutos antes, seu porta-voz, também pela rede social, havia desmentido a notícia divulgada pela presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaite, de que as partes tinham alcançado um ponto comum.   

Segundo o italiano Roberto Gualtieri, um dos três negociadores do Parlamento Europeu, o texto foi "melhorado" em dois de seus pontos mais críticos, o que aborda a uniformidade de regras financeiras e o da integração política.   

O documento prevê que Londres possa ativar por sete anos o chamado "freio de emergência" no acesso ao seu sistema de bem-estar social por parte de imigrantes que entrarem no país para trabalhar. Atualmente, o usufruto dos benefícios é gradual em um período de quatro anos. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pedia que o "freio" fosse de sete anos, renovável por dois períodos de três anos cada.   

"Eu negociei um acordo para dar ao Reino Unido um status especial na União Europeia. Apresentarei ao Gabinete amanhã [20]", escreveu o chefe de governo no Twitter. Mais cedo, ele havia dito que houvera alguns "progressos" nas negociações, que aconteceram em Bruxelas, na Bélgica, e duraram mais de 24 horas.   

Além disso, o país conseguiu que, nas próximas revisões dos tratados europeus, seja inserido um parágrafo no qual estará escrito explicitamente que ele está excluído do conceito de "União cada vez mais estreita", o princípio fundador da comunidade europeia.   

O limite à integração política dentro do bloco e o controle do acesso à rede de bem-estar social britânica eram as duas principais exigências de Cameron para continuar na UE. Ainda neste ano, o primeiro-ministro deve convocar um referendo para que o povo se expresse sobre o acordo. A votação popular foi uma das bandeiras de sua campanha pela reeleição em 2015.   

Sendo assim, o pacto só entrará em vigor caso os cidadãos decidam que a Grã-Bretanha deve permanecer na União Europeia.   

"Agora posso recomendar o voto pela permanência", declarou Cameron, ressaltando, porém, que Londres "nunca fará parte de um superestado europeu". (ANSA)
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