Premier e presidente italianos lamentam morte de Umberto Eco

ROMA, 20 FEV (ANSA) - O premier italiano, Matteo Renzi, e o presidente Sergio Mattarella lamentaram a morte na última sexta-feira, dia 19, do escritor Umberto Eco. "É uma perda enorme para a cultura, que perde seus escritos e sua voz, seu pensamento afiado e vivo e sua humanidade", declarou Renzi.   


"Ele era um exemplo extraordinário de intelectual europeu, unia uma inteligência única sobre o passado a uma incansável capacidade de antecipar o futuro", acrescentou o premier.   


O presidente Sergio Mattarella, por sua vez, se disse "particularmente triste" pela morte do escritor. "Ele era um homem livre, dotado de um profundo espírito crítico e de grande paixão civil". "Foi um protagonista do debate intelectual italiano e internacional. Na sua autobiografia se espelha o percurso de busca da identidade cultural de gerações inteiras do pós-guerra".   


Ainda de acordo com Mattarella, Eco soube expressar de modo criativo em suas diversas experiências a curiosidade que o guiava, seja no terreno das experimentações da linguagem, seja na pesquisa semiológica.   


Eco morreu na noite desta sexta-feira (19) aos 84 anos. Além de escritor, ele era um importante semiólogo e filólogo italiano. Segundo sua família, citada pelo jornal "la Repubblica", o falecimento ocorreu às 22h30 (horário local), em Milão, na própria residência do intelectual. O escritor foi diagnosticado há cerca de dois anos com um tumor maligno no pâncreas. Ele passava bem e se tratava com injeções de insulina. Sua situação piorou muito nos últimos dez dias, no entanto, informaram fontes médicas.   


Pessoas próximas à família disseram que o corpo deve ser velado em Milão e uma cerimônia aberta ao público deve ser realizada na próxima terça-feira, dia 23, no Castello Sforzesco.   


Eco nasceu em Alessandria, no Piemonte, em 5 de janeiro de 1932, mas adotou Milão como sua casa. Entre os seus maiores sucessos literários estão "O nome da rosa", de 1980, e "O pêndulo de Foucault", de 1988. Sua última obra, "Número zero", foi publicada no ano passado e fala sobre a redação imaginária de um jornal, com fortes referências à história política, jornalística e judiciária da Itália. (ANSA)
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