Estado Islâmico ataca Homs e Damasco e mata mais de 150

SÃO PAULO, 22 FEV (ANSA) ? Apesar da ofensiva do Exército sírio e da coalizão internacional, o grupo extremista sunita Estado Islâmico (EI, ex-Isis) cometeu uma série de atentados na Síria neste domingo (21), provocando a morte de mais de 150 pessoas e deixando outras 200 feridas. Um duplo atentado com carro-bomba em Homs, no centro do país e controlada pelo governo sírio, deixou ao menos 57 pessoas mortas, a maioria civis, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), que contabiliza também 100 feridos.   

Entre as vítimas, há 11 crianças e algumas mulheres. As emissoras locais de televisão exibiram imagens de corpos carbonizados e vários prédios danificados pelas explosões.   

Cerca de uma hora depois, jihadistas do EI voltaram a atacar a capital do país, Damasco, no subúrbio xiita de Sayyiadah Zaynab, próximo a um importante local de culto que abriga o mausoléu de uma das netas do profeta Maomé. Mais de 96 pessoas morreram e 100 ficaram feridas em quatro explosões provocadas por carros-bombas e homens suicidas. O Estado Islâmico assumiu a autoria dos ataques através de um texto publicado na revista do califado, ?Amaq?. No entanto, entidades sírias afirmam que ao menos 50 jihadistas teriam sido mortos nas últimas 24 horas a leste de Aleppo pelas tropas governistas, que contam com apoio aéreo da Rússia. Os ataques ocorreram no mesmo dia em que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou em Amã ter chegado a um ?acordo provisório? de cessar-fogo na Síria, o qual poderia ser implementado nos próximos dias. Ele se reuniu com o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Nasser Judeh, e com o chanceler russo, Sergei Lavrov. ?O mundo hoje está mais perto de um cessar-fogo, mais do que nunca?, comentou Kerry. ?O acordo ainda não foi firmado e os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin ainda podem discuti-lo nos próximos dias?, acrescentou o norte-americano, referindo-se aos mandatários dos Estados Unidos e Rússia, respectivamente.   

O acordo, porém, deve excluir os grupos terroristas listados pelas Nações Unidas, vigorando somente entre o regime de Damaco e os movimentos rebeldes. Em uma entrevista ao jornal espanhol ?El Pais?, o ditador sírio, Bashar al-Assad, disse que está pronto para participar de uma trégua, desde que esta não seja usada por militantes para reforçar suas posições. ?É preciso impedir que os ?terroristas rebeldes? se aproveitem de uma suspensão das operações militares para melhorarem suas posições?, disse Assad, acusando também a Turquia de oferecer ?apoio logístico? aos terroristas.   

Na semana passada, as potências internacionais já tinham anunciado que chegaram a um acordo de cessar-fogo, o qual deveria ter entrado na vigor na sexta-feira. A guerra civil síria, iniciada em 2011, na onda da Primavera Arábe, já matou mais de 250 mil pessoas e provocou o êxodo de metade da população do país. (ANSA)
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