Confira o trailer exclusivo do novo filme sobre Pasolini

Francesca Pierleoni ROMA, 1 MAR (ANSA) - Chega no dia 24 de março deste ano na Itália o filme "La Macchinazione", longa que trata dos últimos três meses de vida do poeta italiano Pier Paolo Pasolini, assassinado em 2 de novembro de 1975. E para aguentar a espera, foi divulgado, exclusivamente para a ANSA, o trailer de pouco mais de um minuto de duração da película.   


A obra, que ainda não tem data de estreia prevista no Brasil, é dirigida por David Grieco, tem a trilha sonora composta com músicas da banda britânica Pink Floyd e contará com o cantor Massimo Ranieri no papel do cineasta.   


"Conheci Pasolini quando eu era muito jovem. Ele me ensinou que o caminho para alcançar a verdade é pensar com a própria cabeça e isso me permitiu ter as intuições relembrando a sua vida e o modo no qual ele foi morto, mesmo que 40 anos depois a verdade ainda não veio à superfície", afirma Grieco sobre a inspiração para o filme.   


"La Macchinazione", que foi apresentado nesta terça-feira (1º) na Câmara de Deputados italiana, se passa no verão europeu de 1975 e traça um percurso no mundo dos interesses, da política e da criminalidade no qual Pasolini estava e o qual denunciava.   


O filme gira em torno dos encontros amorosos do poeta com o garoto de programa Pino Pelosi (interpretado por Alessandro Sardelli), do universo sombrio com o qual ele convivia e do furto dos negativos do filme "Salò ou os 120 Dias de Sodoma".   


Além disso, ele também mostra a relação de Pasolini com Giorgio Steimetz (Roberto Citran), pseudônimo do escritor Corrado Ragozzino, responsável por um livro que denuncia Eugenio Celfis, italiano que foi presidente das companhias Ente Nazionale Idrocarburi (ENI) e Montecatini e que foi considerado suspeito pelo próprio cineasta de estar ligado à morte do então presidente da ENI, Enrico Mattei. O desencadeamento desses acontecimentos resultou no assassinato do poeta no dia 2 de novembro de 1975.   


Em relação ao resto do elenco do longa - que vai aos cinemas italianos dois anos depois de "Pasolini", de Abel Ferrara - também estão presentes os atores Libero de Rienzo, Milena Vukotic, Matteo Taranto e François-Xavier Demaison.   


E em específico com Ranieri, cuja semelhança com Pasolini é incrível, Grieco disse que "tinha medo de enfrentar o papel, mas no fim o fez com grande generosidade". O ator e cantor, aliás, participou de uma coletiva de imprensa na Câmara para solicitar a instituição de uma Comissão Parlamentar de investigação da morte do artista.   


"Quero a verdade como cidadão. Eu estimava muito o cineasta como poeta e como intelectual, mas nunca nos conhecemos. Apenas uma vez, pouco antes dele ser morto, nos encontramos no vestiário de um pequeno campo de futebol e ele me disse: 'você sabe que é verdade? Nós dois somos muito parecidos'", contou Ranieri.   


Graças a Grieco "eu consegui ter um modo de dar vida a um papel que, para mim, era inevitável", concluiu. (ANSA)
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