Conheça a origem do chá de camélias 100% italiano de Lucca

LUCCA, 1 MAR (ANSA) - Na pequena Lucchesia, área do vilarejo italiano de San't Andrea di Compito, na região de Lucca, se encontram as singelas e seculares plantações de camélias, onde é produzido um chá 100% italiano. Junto com a cidade de Pieve, a vila é chamada de "Borgo delle Camelie" e conhecida pelas suas grandiosas festas em março sobre as plantas, suas flores, suas espécies e o chá que pode ser feito com elas.   


A bebida começou a ser produzida pelo agrônomo Guido Cattolica, especialista em camélias seculares e descendente de Angelo Borrini, que com seu irmão Alessandro começou a cultivar, no final de 1700, uma extensa quantidade de mudas da flor no jardim da mansão que leva o nome da rica e prestigiosa família.   


Cattolica conta que as plantações também tinham um fim político.   


Segundo ele, Angelo, que era o oculista pessoal de Carlo Lodovico di Borbone, o duque de Lucca, fundou uma associação secreta usando as flores como disfarce. Para se reconhecer um membro da organização, bastava ver se era carregada uma camélia vermelha e branca, que junto à cor verde das folhas e dos ramos, formava um verdadeiro símbolo do tricolor italiano.   


A grande paixão pela planta contagiou Cattolica que, além de se ocupar às mais de 400 mudas que tem em casa e de ter retomado os antigos cultivos na residência, decidiu tentar produzir chá, implementando, para isso, a Camelia Sinensis na antiga estufa Borrini, outra propriedade da família.   


Sabendo que as características da terra, ácida, e da água, abundante, na região de Lucchesia são perfeitas para as plantas, o italiano desenvolveu uma subespécie que resiste bem às baixas temperaturas. E as plantações, que no começo eram apenas experimentais, finalmente se tornaram operativas. O produto final é " bem pequeno e considerado de nicho", explicou Cattolica afirmando que a marca produz de 12 a 15 quilos e que "não consegue satisfazer" todos os pedidos deste chá 100% italiano, natural e feito à mão.   


Neste ano, como já é tradição para Cattolica, a data da primeira colheita será no dia 1º de maio. No entanto, a partir deste fim de semana e em todos os de março, menos na Páscoa, a antiga estufa e as plantações, assim como os jardins da mansão Borrini e das outras antigas propriedades do "Borgo" e do parque Camelieto, poderão ser visitadas em ocasião da exposição "Antiche Camelie della Lucchesia" ("Antigas Camélias da Lucchesia"). (ANSA)
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