França recomeça a desalojar imigrantes em Calais

PARIS, 01 MAR (ANSA) - Recomeçaram nesta terça-feira (01) os trabalhos para o desmantelamento da parte sul do campo de refugiados de Calais, na França, após uma série de confrontos ter causado a interrupção dos trabalhos nesta segunda-feira (29).   

Conhecido como "Selva", o local está sendo parcialmente desativado a pedido do presidente do país, François Hollande, que garantiu que os estrangeiros vão ser realocados em contêineres adaptados e mais "adequados". O temor de grande parte dos mais de 3,4 mil moradores do acampamento é que a medida os obrigue a pedir asilo na França e não no Reino Unido, onde desejam morar em colônias já estabelecidas.   

"O ativismo de uma fila de militantes do 'No Borders' não mudará nada. Continuaremos [o desmantelamento] nos próximos dias, com calma e método, oferecendo a todos um lugar assim como prometeu o governo", afirmou o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve.   

O político fazia referência ao grupo britânico "No Borders", que é contra o conceito de fronteiras na Europa e que estava à frente das manifestações de ontem em Calais. A cidade francesa tornou-se muito importante para os imigrantes porque abriga o Eurotúnel, a via ferroviária e rodoviária no Canal da Mancha que liga o continente europeu à Grã-Bretanha.   

- Idomeni está superlotado: Outro acampamento de refugiados, o Idomeni, está superlotado, denunciaram membros das organizações não governamentais que atuam na fronteira entre Grécia e Macedônia. Ao todo, mais de 8,5 mil pessoas estão vivendo em condições desumanas em um local que tem capacidade para apenas 1,5 mil.   

"Muitas pessoas aqui estão ensopadas e com frio porque precisam dormir em céu aberto. Isso pode se tornar um grave problema de saúde. Nós já estamos vendo muitos casos de gripe, especialmente entre as crianças, então imaginem se elas tiverem que dormir ao relento novamente", disse a coordenadora da Cruz Vermelha, Caroline Haga, à emissora britânica "BBC".   

A situação na região se agravou desde que o governo da Macedônia começou a restringir o número de imigrantes que podem atravessar o país. Mesmo liberando as pessoas em pequenos grupos, a Grécia está tendo que gerenciar a crise, praticamente, sozinha.   

Para o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, as cenas vistas na fronteira entre as duas nações "nos preocupam muito" e "demonstram que a solução é apenas a europeia" para a crise imigratória. Segundo Schinas, a Macedônia precisa agir "em conformidade com a lei internacional".   

- Número de refugiados: O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) informou nesta terça que 131.724 imigrantes chegaram à Europa através do Mar Mediterrâneo nos dois primeiros meses do ano. O número é superior ao que o continente registrou nos primeiros cinco meses do ano passado. (ANSA)
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