Governo egípcio acredita em terrorismo na morte de italiano

ROMA, 02 MAR (ANSA) - Uma fonte ligada à Presidência do Egito afirmou nesta quarta-feira (02) que a morte do estudante e pesquisador italiano Giulio Regeni, 28 anos, pode ser ligada à grupos terroristas. A declaração ocorre um dia após a mídia internacional voltar a afirmar que os serviços de segurança do país torturaram o jovem italiano.   

"O terrorismo no Egito não terminou e busca danificar as relações dentro do Egito e com outros países, como ocorreu no caso do cidadão italiano", disse o representante à ANSA. Segundo ele, a situação é parecida com o que ocorreu com a queda de um avião no Sinai.   

Em outubro, o avião da companhia russa Metrojet caiu pouco após decolar e matou as 224 pessoas a bordo. Os terroristas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) assumiram o atentado.   

A fala da fonte segue a mesma linha da entrevista concedida pelo primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, ao jornal "Al-Shorouk". O premier afirmou que "há tentativas para explorar o caso do jovem italiano e do avião russo" "para influeniar nossas relações externas".   

A mídia internacional vem acusando o governo do Egito de ter confundido Regeni com um "espião internacional" e afirma que a morte do jovem foi causada após "dias de tortura". O governo nega todas as acusações e chegou a ventilar uma possível "vingança" no assassinato do jovem.   

Inicialmente, a morte de Regeni era tida como crime comum, mas aos poucos começou a ganhar contornos de assassinato político, colocando à prova as boas relações entre Itália e Egito. O pesquisador estava no Cairo para fazer uma tese acadêmica sobre a economia local e sindicatos independentes, mas também contribuía com o jornal comunista italiano "Il Manifesto".   

O corpo do pesquisador de 28 anos foi encontrado com sinais de tortura, incluindo as duas orelhas mutiladas e duas unhas arrancadas no dia 3 de fevereiro - após ficar nove dias desaparecido. Ele era natural de Fiumicello, no norte da Itália, e foi enterrado no último dia 12, em uma cerimônia com mais de 3 mil pessoas. (ANSA)
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