Às vésperas de cúpula, Merkel e Renzi discutem imigração

ROMA, 03 MAR (ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, conversou por telefone nesta quinta-feira (3) com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o premier da Holanda, Mark Rutte, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia.   

A conferência girou em torno da cúpula extraordinária do Conselho Europeu da próxima segunda-feira (7), quando os líderes de todos os países do bloco sentarão à mesa com a Turquia para discutir o combate à mais grave crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial.   

Na última quarta (2), a Comissão Europeia, o poder executivo da UE, propôs um regulamento para iniciativas de apoio financeiro para "operações de socorro humanitário". O plano prevê 700 milhões de euros (R$ 3 bilhões) em três anos para enfrentar as "crescentes necessidades humanitárias" no bloco por causa da crise de refugiados.   

Desse total, 300 milhões serão alocados em 2016, 200 milhões, em 2017, e 200 milhões, em 2018. O fundo, que também será destinado a outras emergências humanitárias, precisa ser chancelado pelo Conselho Europeu.   

Além disso, a Comissão deve apresentar em breve um percurso para devolver a normalidade ao Espaço Schengen até novembro e reformar o Regulamento de Dublin até julho. O primeiro é a área de livre circulação de pessoas dentro da Europa e tem sido duramente golpeado nos últimos meses pela decisão de alguns governos de controlar e construir barreiras em fronteiras para evitar a entrada de solicitantes de refúgio.   

Já o Regulamento de Dublin, implantado em 1997, estabelece que o responsável por analisar pedidos de refúgio é o Estado-membro no qual o imigrante desembarcar primeiro, peso que hoje recai principalmente sobre Grécia e Itália.   

No entanto, essa regra faz com que muitas pessoas evitem ser registradas ao entrar no bloco para pedirem proteção em nações mais ricas, como Alemanha, Áustria e Reino Unido. O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, é uma das principais vozes contra o atual tratado.   

Desde o início de 2016, quase 130 mil solicitantes de refúgio chegaram à Europa pelo mar, sendo cerca de 120 mil por meio da Grécia e pouco mais de 9 mil via Itália. Além disso, pelo menos 418 pessoas morreram tentando completar a travessia. (ANSA)
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