Serviço da TIM pretende substituir banco por celular

SÃO PAULO, 03 MAR (ANSA) - Celulares substituindo bancos? Essa é a proposta da operadora TIM Brasil com o produto TIM Multibank Caixa, fruto de uma parceria com a principal instituição bancária do governo brasileiro e com a Mastercard.   


Lançado em 2015 em Curitiba (PR), Natal (RN) e Uberlândia (MG), o projeto está hoje em 12 estados brasileiros e é voltado para clientes da empresa de telefonia que não possuem conta corrente ou poupança, funcionando como uma espécie de conta pré-paga no celular e possibilitando o pagamento de faturas, transferências e até compras com um cartão de crédito.   


Segundo o responsável pela área de serviços financeiros da TIM, Fábio Freitas, cerca de 40% da população brasileira não é "bancarizada", ou seja, não tem instrumentos para exercitar suas tarefas econômicas. Por uma série de motivos, como dificuldade em comprovar renda e a impossibilidade de pagar as taxas bancárias, esse público fica à margem do sistema financeiro, constituindo o principal alvo da estratégia do TIM Multibank.   


"O celular seria a principal via de inclusão financeira desse cliente. Pensando nisso, buscamos algumas empresas apropriadas para atingir esse tipo de público", explica o executivo. O aparelho móvel do cliente nem precisa ser um smartphone, basta ser capaz de enviar e receber SMS para poder usar o serviço.   


Depois de fazer um cadastro, basta ir a qualquer lotérica da Caixa para colocar crédito no TIM Multibank, podendo utilizar a quantia depositada para pagar contas, realizar transferências para outros clientes que usam o produto e fazer compras com o cartão de crédito Mastercard que vem atrelado à novidade.   


A escolha do banco estatal como parceiro nesse projeto não foi à toa: a alta capilaridade da Caixa Econômica Federal no território brasileiro pode fazer com que a operadora alcance mais facilmente esse público que não está integrado à rede bancária.   


Os 12 estados nos quais a novidade já está presente são: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Sergipe. O plano é levá-la para todo o país o mais rápido possível, mas ainda não há uma data definida para isso.   


"Isso vai acontecer em breve, mas precisamos acompanhar de perto essa evolução, todos esses desafios que existem em um produto novo", diz Freitas. Para o executivo, os clientes passarão pela mudança cultural de ver o celular substituindo o banco.   


Atualmente, mais de 37 mil pessoas já aderiram ao serviço.   


(ANSA)
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