Líderes europeus e Putin fazem debate sobre trégua na Síria

PARIS, 04 MAR (ANSA) - Os líderes europeus e da Rússia conversaram conjuntamente por telefone para debater o cessar-fogo na Síria e o encontro entre União Europeia e Turquia na questão dos refugiados nesta sexta-feira (04). Participaram da conversa o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, François Hollande, o mandatário russo, Vladimir Putin, e o premier britânico, David Cameron.   

Em nota emitida pelo governo russo, os cinco líderes demonstraram "satisfação que o regime de cessar-fogo [na Síria] está sendo observado de maneira geral e que traz os primeiros resultados positivos". "Isso lança o fundamento para a retomada do processo político na Síria através do diálogo sob o comando da ONU", disse o Kremlin.   

O líder francês considerou o debate "útil" e, indiretamente, cutucou os russos por atacarem a oposição síria e não apenas aos grupos extremistas. "O cessar-fogo na Síria precisa ser respeitado por todos. As únicas ações que podem ser toleradas são aquelas contra o Estado Islâmico e o Frente al-Nusra.   

Qualquer outra iniciativa violaria a trégua", ressaltou Hollande.   

O francês ainda adicionou que é preciso fazer mais do que "conferências por telefone" para resolver o problema dos sírios e cobrou que o povo local seja ajudado pelas organizações internacionais. "Queremos que a ajuda humanitária possa chegar nas melhores condições para ajudar a população civil vítima do conflito", disse Hollande lembrando dos grandes dramas vivido por moradores de Aleppo e de Madaya, entre outras.   

Nessas cidades, dezenas de pessoas morrem de fome todas as semanas porque elas estão sitiadas por grupos terroristas ou por facções que lutam contra ou pró o governo de Bashar al-Assad.   

O cessar-fogo assinado por Estados Unidos e Rússia sobre a Síria entrou em vigor no último sábado (27) e estipula que não sejam mais realizados ataques aéreos em áreas de conflitos sírias. A única exceção é que ainda está liberado o ataque contra bases de grupos terroristas EI e Al-Nusra, considerados terroristas pela ONU.   

Caso a situação continue a ser respeitada, no dia 9 de março, serão retomadas as negociações para fazer a transição política no país - já que as potências ocidentais consideram Assad um ditador e o causador do caos na nação e os russos apoiam o governo oficial. Se tudo seguir como o programado, esse processo demorará cerca de seis meses e culminará com novas eleições na Síria.   

Sobre a questão da imigração, que também está ligada ao conflito sírio, Hollande destacou seu apoio à postura alemã de acolhimento aos imigrantes, destacando que as duas nações "estão no mesmo espírito e com a mesma vontade" para resolver a questão".   

O presidente francês ainda anunciou que enviará mais um navio de sua frota para ajudar a operação Frontex, que monitora as fronteiras marítimas europeias e ajuda os imigrantes que já estão em alto mar, e que é legítimo "ajudar a Turquia que acolhe mais de dois milhões de refugiados sírios". (ANSA)
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