Traficantes pegam mais de 4 anos por morte de Aylan

ISTAMBUL, 4 MAR (ANSA) - O Tribunal de Bodrum, na Turquia, condenou a 4 anos e 2 meses de prisão os dois sírios acusados de serem os traficantes de seres humanos por trás da embarcação na qual viajava o menino Aylan Kurdi, símbolo da maior crise de migrantes que a Europa já viu desde o fim da Segunda Guerra Mundial. A sentença de Muwafaka Alabash e Asem Alfrhad foi bem menor que pedida pela promotoria, que queria uma condenação de 35 anos para cada um.   

Os dois homens foram condenados pelo delito de "tráfico de seres humanos", mas absolvidos de terem causado a morte de cinco pessoas "por deliberada negligência".   

Junto a Aylan, de apenas 3 anos, também perderam a vida a mãe do menino, Rehan, o seu irmão de 5 anos, Galip, e outras duas pessoas. O único sobrevivente do naufrágio foi o pai do garoto, Abdullah, que depois do acontecido voltou para a cidade síria de Kobane, de onde ele e a família tinham fugido, e enterrou seus familiares.   

No fim do ano passado, na primeira audiência do processo, os dois traficantes acusaram o pai de Aylan de ter organizado a travessia e de ter conduzido o barco por todo o trajeto. O homem, no entanto, negou a afirmação. (ANSA)
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