Sindicatos atacam diretor de museu por trabalhar até tarde

ROMA, 05 MAR (ANSA) - Três sindicatos de funcionários da Reggia di Caserta, um dos mais famosos palácios históricos da Itália, escreveram uma carta criticando o hábito do novo diretor do museu, Mauro Felicori, de trabalhar até tarde da noite, indo muito além do horário de fechamento.   


Segundo as entidades, tal comportamento coloca toda a estrutura, que já sofre com a degradação, "sob risco". No mesmo documento, os sindicalistas questionam o dirigente por não ter renovado o sistema de ponto para os funcionários e por ter deslocado muitos empregados da área de acolhimento ao público para o setor administrativo.   


No entanto, a acusação referente aos horários de trabalho de Felicore ganhou mais destaque na imprensa local e provocou irritação no primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. "O diretor está simplesmente fazendo o seu trabalho. E todos estamos com ele, sem medo", declarou o chefe de governo, qualificando as críticas dos sindicatos como "ridículas".   


Já Felicori, em entrevista ao site "Il Post", disse que a polêmica é "totalmente especiosa" e explicou que tem trabalhado até tarde para resolver problemas "acumulados há anos". Até mesmo sindicatos nacionais ficaram contra a carta e a definiram como um "erro".   


Construída no século 18, a Reggia de Caserta fica na região da Campânia, a uma hora de trem de Roma, e é considerada patrimônio da humanidade pela Unesco. O local funcionou como palácio do Reino de Nápoles durante muitos anos e hoje é um dos mais importantes museus da Itália, contando também com um parque de 3 km de extensão. (ANSA)
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