Ato Trabalhista italiano completa 1 ano com dados positivos

ROMA, 07 MAR (ANSA) - Motivo de acalorados debates e muita polêmica durante sua tramitação no Parlamento, o "Ato Trabalhista" do primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, completa um ano nesta segunda-feira (7) com números positivos.   

Segundo o Ministério do Trabalho, as demissões no país, que ainda luta para deixar no passado uma das piores crises de sua história recente, tiveram uma queda de 8,14% em 2015, quando 841.781 pessoas perderam o emprego. Olhando para o outro lado da moeda, as contratações a tempo indeterminado no último ano somaram 2.346.101, um aumento de 43,5% em relação a 2014.   

A reforma trabalhista de Renzi foi aprovada pelo Parlamento no fim de 2014 e entrou em vigor no dia 7 de março de 2015, flexibilizando as regras para demissões sem justa causa e acabando com a reintegração de funcionários mandados embora sem motivo justificado.   

Criticada por sindicatos e pela ala mais à esquerda do governo, a lei estabelece que a reincorporação só é obrigatória no caso de demissão discriminatória. Nas outras situações, o empregador pode dispensar o funcionário, mas pagando indenização. Até então, pessoas demitidas sem justa causa ganhavam na justiça o direito de serem recontratadas nas mesmas condições de antes, além de receberem ressarcimento.   

A aprovação do projeto deteriorou a relação do governo com sindicatos e com sua minoria mais esquerdista, que muitas vezes dá mais dor de cabeça a Renzi do que a própria oposição. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos