Festival de Jornalismo debate 'guerra à informação'

ROMA, 07 MAR (ANSA) - Foi apresentado nesta segunda-feira (07) os detalhes do 10º Festival Internacional de Jornalismo, que ocorre entre os dias 6 e 10 de abril na cidade de Perugia, na Itália.   


Entre os principais temas a serem debatidos por mais de 500 palestrantes de 34 países, estão os problemas na comunicação da atualidade, os desafios para a profissão e como deve ser o jornalismo na era digital - especialmente na questão da concorrência com as redes sociais e a divulgação de dados altamente criptografados.   


Para os organizadores, este último ponto é o maior desafio atual do jornalismo: como divulgar dados que governos, grupos empresariais ou instituições não querem que sejam divulgados?.   


Entre os principais pontos levantados, estava a recordação dos casos de pedofilia na Igreja Católica - como o apresentado pelo filme vencedor do Oscar "Spotlight" - e os protegidos por governos ditatoriais em diversas nações.   


Um dos convidados mais aguardados do evento é a conversa com Jay Carney, atual "número 2" da Amazon e ex-porta-voz da Casa Branca. Além de sua carreira pela "Time" e pela "CNN", Carney era um dos poucos que viajava com o então presidente norte-americano George W. Bush durante o fatídico 11 de setembro.   


Outra convidada de peso será a jornalista Emily Bell, diretora da Columbia Jounalism School, que falará sobre todo o caso de Edward Snowden - que vazou os documentos da Agência de Segurança Nacional (NSA) sobre espionagem de cidadãos e líderes políticos internacionais - e sobre os "robôs no jornalismo".   


Além deles, a participação de Ewn MacAskill (The Guardian), Stefania Maurizi (L'Espresso), Madhav Chinnappa (Google) e Craig Silverman (Buzzfeed Canada) é cercada de expectativas.   


Também haverá discussão sobre a presença de correspondentes em áreas de guerra que se unem em grupos para informar, como o "Raqqa is Being Slaughtered Silently", que atua na cidade sitiada pelos terroristas do grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis).   


As inscrições para participar do Festival são abertas para profissionais da comunicação de todo o mundo. Na programação, ainda constam 17 oficinas gratuitas para aprimoramento em setores específicos da profissão - ao todo, serão mais de 200 oficinas e workshops na cidade italiana.   


Haverá ainda sessões literárias e de cinema, incluindo os documentários "#ThisIsACoup", que conta a situação da Grécia durante o governo de Alexis Tsipras e o "Torn", do italiano Alessandro Gassman, sobre os dias dos refugiados na Jordânia e em Beirute.   


Segundo a organização, mais de 150 voluntários atuarão nos dias de evento, entre eles, estudantes e jornalistas brasileiros. (ANSA)
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