Perto do Dia da Mulher, disparidade salarial continua grande

SÃO PAULO, 7 MAR (ANSA) - Na véspera do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) divulgou que na região as mulheres ganham, em média, 16,1% a menos que os homens, segundo dados analisados em 2014. Os países onde a diferença é mais gritante são a Estônia, com disparidade de 28,3%, a Áustria, com 22,9%, a República Tcheca, com 22,1%, e a Alemanha, com 21,6%.   

Nesta categoria, a Itália é uma das nações da União Europeia que conta com os dados menos preocupantes, com uma porcentagem de 6,5%. Apenas a Eslovênia e Malta conseguiram melhores resultados, com mulheres ganhando "apenas" 2,9% e 4,5%, respectivamente, a menos que os homens.   

Atrás da Itália, em terceiro lugar entre os outros 28 países do bloco, ficaram nações como a Polônia, com 7,7%, Luxemburgo, com 8,6%, e a Bélgica, com 9,9%. Além disso, o Eurostat também analisou que as mulheres trabalham muito mais em regime de meio-período que os homens, principalmente quando têm filhos. Em média, 20% das mulheres trabalham meio-período na UE, porcentagem que aumenta se ela tiver um filho (31%), dois (39,2%) ou três ou mais (45,1%).   

Para os homens, essa relação se inverte na maioria dos casos, sendo que 8,2% deles trabalham meio-período e não têm filhos, mas com um filho, apenas 5,1% não trabalha integralmente. Esse número diminui ainda mais quando esses pais têm dois filhos, sendo somente 4,8%, e só aumenta quando eles têm três ou mais filhos, fazendo a porcentagem crescer para 7%.   

Neste caso, os piores dados para as mulheres são da Alemanha (25,3% sem filhos, 59,3% com um, 74,6% com dois e 77,8% com três ou mais).   

Brasil - Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final do ano passado, as mulheres recebem 25,5% a menos que os homens no Brasil. Além disso, no país, 30,6% das brasileiras que trabalham estão na faixa de um salário mínimo, enquanto para pessoas do sexo masculino este número cai para 21,5%. (ANSA)
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