Premier emplaca candidato para Prefeitura de Roma

ROMA, 07 MAR (ANSA) - Com 64% dos votos, o vice-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Roberto Giachetti, de 54 anos, venceu as primárias do Partido Democrático (PD) em Roma e disputará a Prefeitura da "cidade eterna" pela coalizão de centro-esquerda.   

Apoiado tanto pelo primeiro-ministro Matteo Renzi, líder do PD, quanto pela minoria adversária do chefe de governo dentro da legenda, Giachetti superou com folga seu principal adversário, o deputado Roberto Morassut, de 52, que ficou com 28% da preferência.   

Segundo o Partido Democrático, cerca de 50 mil pessoas participaram da eleição, metade dos 102 mil que votaram em 2013, quando a sigla escolheu o médico Ignazio Marino para representá-la. Eleito naquele mesmo ano, Marino foi derrubado no fim de 2015 por uma manobra do próprio PD, que retirou seu apoio a ele na Câmara Municipal.   

"Nós estamos em campo para vencer do meu modo, permanecendo uma pessoa honesta e, sobretudo, livre", declarou o agora candidato Giachetti. A postulante autista Chiara Ferraro, de 25 anos, ficou em quarto lugar, com aproximadamente 2% dos votos. Ao todo, seis pessoas disputaram a indicação da centro-esquerda.   

Ferraro foi incluída na lista apenas de forma simbólica e, segundo o PD, para dar voz aos autistas. Em 2013, ela já havia tentado uma vaga de vereadora na capital, mas sem sucesso.   

Nápoles - Na terceira cidade mais populosa do país, Nápoles, as primárias tiveram como vencedora a deputada Valeria Valente, de 39 anos, também ela apoiada por Renzi. No entanto, seu triunfo foi muito mais apertado: apenas 500 votos a separaram do segundo colocado, o ex-presidente da região da Campânia Antonio Bassolino.   

"Nápoles escolheu olhar para frente com uma nova classe dirigente. E agora todos juntos na centro-esquerda para voltar ao governo da cidade", declarou a candidata. O PD também realizou primárias em Bolzano (Renzo Caramaschi), Grosseto (Lorenzo Mascagni), Trieste (Roberto Cosolini) e Benevento (Raffaele Del Vecchio). Destes, apenas o primeiro é independente, ou seja, não é filiado ao Partido Democrático.   

Entre abril e junho - as datas ainda não foram definidas -, a Itália realizará eleições em mais de 1,3 mil cidades, incluindo as mais populosas do país: Roma, Milão, Nápoles e Turim.   

Garantir a Prefeitura desses municípios é essencial para o projeto de poder de Matteo Renzi, já que um mau resultado nas urnas poderia ressuscitar as críticas sobre a legitimidade de seu governo, que não foi eleito pelo povo.   

O pleito regional de 2015 já teve um caráter de referendo sobre o mandato do primeiro-ministro. Na ocasião, o PD conquistou cinco das sete regiões em disputa, mas nem todos os vencedores eram próximos a Renzi. (ANSA)
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