Tecnologia evitará escândalos, diz chefe de árbitros da Fifa

ROMA, 07 MAR (ANSA) - O Chefe do Departamento de Arbitragem da Fifa, Massimo Busacca, afirmou à ANSA que a introdução da tecnologia nos jogos de futebol será algo para "evitar escândalos".   


"Eu senti muita euforia. Quando as pessoas assim envolvidas acreditam que mudará tudo de maneira positiva, é justo dar a elas uma resposta. Acredito que uma coisa é certa, a perfeição não existirá jamais. Vamos testar para não termos mais escândalos", disse o ex-árbitro nesta segunda-feira (07).   


A comemoração de Busacca refere-se à série de mudanças aprovadas pela Fifa sobre a utilização de tecnologia para o futebol. Os novos modelos serão testados pelos próximos dois anos e envolvem quatro pontos principais: a determinação de gol, a aplicação de cartões, marcação de pênalti e para identificar determinado jogador.   


"São importantes ainda o protocolo e o cenário. É uma mudança histórica que, seguramente, será testada. O conceito deve ser aquele do 'assistente de vídeo' e não de filme no campo porque aí nem precisaríamos colocar o árbitro. O árbitro sabe que pode rever tudo, assim não será ingênuo de tomar uma decisão", destacou o italiano.   


Para ele, é importante que essa mudança seja usada em momentos de "erros evidentes e que não deixam espaço para muita interpretação". Por isso, o assistente adicional ou quarto árbitro, "que será testado ainda", deve ser quem interrompe a ação para avisar e não o contrário. Caso os árbitros peçam para rever cada lance duvidoso, isso causaria uma "perda de concentração".   


Busacca destaca que como essa é uma fase de testes e experiências, é difícil dizer com precisão o que realmente vai mudar no esporte.   


"É difícil saber o que acontecerá. Hoje é importante entender o que poderá acontecer, quais são os possíveis cenários porque há muitas perguntas em aberto. Por isso, pensamos que nos dois primeiros anos, visto que falamos de algo histórico, precisamos que todos estejam de acordo. É necessário ter um produto muito, muito claro em nossas mãos antes de implantá-lo em um campeonato", ressaltou à ANSA.   


Segundo o dirigente, os novos mecanismos devem ser testados à exaustão - mas mesmo assim não serão perfeitos. "A minha ideia é que precisamos testar. Contudo, tenho sempre o exemplo dos jogadores que vivem a cada dia o futebol e depois erram um gol quando tudo está livre", finalizou. (ANSA)
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