Acordo com as Farc pode ser assinado no dia 23,diz chanceler

BOGOTÁ, 8 MAR (ANSA) - A chanceler colombiana, María Ángela Holguín, confirmou que um acordo de paz, ou pelo menos parte dele, entre o governo do Bogotá e o guerrilheiros das Farc deve ser assinado em 23 de março, como foi anunciado pelo presidente Juan Manuel Santos no final do ano passado.   

Em visita oficial à Espanha, a diplomata disse na última segunda-feira, dia 7, que "em 23 de março teremos algo, veremos se será a assinatura total do acordo ou de uma parte".   

"O que realmente queremos é, depois de todo esse esforço de [cerca de] quatro anos, que seja uma paz estável e duradoura para o país", acrescentou.   

Com muitos temas ainda em discussão, especialistas acreditam que deve ser anunciado no próximo dia 23 não a assinatura do acordo, mas seja decretado o cessar-fogo bilateral, que representaria um pré-tratado.   

Os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) divulgaram um comunicado recentemente dizendo que "nosso compromisso e decisão política é continuar avançando com todo nosso empenho rumo à assinatura de um acordo final, que dê início ao complexo processo do fim do conflito e à implementação de todo o pactuado". Na ocasião, eles disseram estar "correndo contra o relógio" para chegar a um acordo a tempo. Ontem eles informaram que já houve "avanços substanciais" na construção de um tratado que dê fim ao conflito armado que já dura mais de 50 anos.   

Histórico - O governo de Bogotá e as Farc anunciaram no final do ano passado um acordo sobre a espinhosa questão das consequências judiciais do conflito, o que abriu caminho para colocar um fim definitivo ao conflito. A questão do modelo de justiça que será aplicado para garantir os direitos das vítimas do conflito era um dos principais entraves das negociações de paz entre os dois lados, que acontecem em Havana, capital de Cuba, desde o final de 2012. Desde que as Farc foram criadas, no começo dos anos 1960, estima-se que o conflito com Bogotá tenha deixado mais de 200 mil mortos e causado o deslocamento de milhões de pessoas.   

(ANSA)
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