Corpos de italianos mortos na Líbia chegam hoje a Trípoli

ROMA, 8 MAR (ANSA) - O prefeito de Sabrata, na Líbia, Hussein Al-Zawadi, disse, em entrevista à ANSA, que os corpos dos dois italianos mortos no país na semana passada, Salvatore Failla e Fausto Piano, devem chegar a Trípoli ainda hoje, dia 8, para que possam ser levados à Itália.   

"Os corpos devem ser levados ao procurador geral em Trípoli e, se tudo ocorrer como planejado, estarão em na cidade até o meio dia [no horário local]", informou.   

As autoridades italianas esperam receber os restos mortais das vítimas assim que possível. Os familiares dos reféns esperam a chegada dos corpos em Roma.   

Os corpos foram encontrados em Surman, cidade próxima a Sabrata.   

A circunstância da morte dos reféns ainda não foi esclarecida, sabe-se apenas que houve um tiroteio.   

Os dois haviam sido raptados em julho de 2015 em Mellitah, no norte do país africano, ao lado de Salvatore Failla e Fausto Piano, que conseguiram fugir. O grupo trabalhava para a construtora italiana Bonatti e foi pego perto de uma unidade da estatal italiana de petróleo ENI. Sobreviventes - Calcagno, libertado após cerca de oito meses como refém na Líbia junto a Pollicardo, disse, após voltar à sua casa, na Sicília, que "sofremos com a fome, a sede, a espancamentos, a socos, a tiros".   

Em seu depoimento à polícia italiana, Pollicardo e Calcagno contaram que estavam sob poder de um grupo jihadista, mas aparentemente sem ligações com o Estado Islâmico (EI), que vem se expandindo na Líbia. Sobre a fuga, ele disse que conseguiu enfraquecer uma porta aos poucos usando um prego durante dias. Na última quarta-feira (2), "carcereiros" levaram Failla e Piano para supostamente transferi-los a uma nova prisão, plano que acabou em tragédia. Desde então, Pollicardo e Calcagno ficaram sem água e comida, então decidiram arrombar a porta da cela onde estavam. Os dois só conseguiram fugir após um episódio trágico: a morte de Failla e Piano, usados como "escudos humanos" durante um confronto entre a polícia e os criminosos na cidade de Sabrata, onde eram mantidos como prisioneiros. Em seguida, os sobreviventes acabaram nas mãos do Conselho Militar de Sabrata, milícia local que aceitou devolvê-los à Itália, apesar de suas divergências com o governo de Trípoli.   

(ANSA)
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