Dois anos depois, voo MH370 continua sem respostas

SÃO PAULO, 08 MAR (ANSA) - Na manhã do dia 8 de março de 2014, a notícia do desaparecimento de um avião da Malaysia Airlines deixava milhares de pessoas abismadas com a pergunta: como pode uma aeronave desaparecer em pleno voo?. Dois anos após o incidente, o mistério continua o mesmo com o voo MH370.   

O Boeing 777 partiu de Kuala Lumpur, na Malásia, com destino a Pequim, na China, com 239 pessoas a bordo e, simplesmente desapareceu cerca de uma hora após a decolagem, na madrugada.   

Desde então, lideradas pela Austrália, equipes de buscas analisam mais de 120 mil quilômetros quadrados no Oceano Índico tentando dar uma resposta ao mistério. Porém, esse trabalho pode ser encerrado em julho deste ano sem apresentar respostas.   

Mas, tudo é inesperado neste caso. Oficialmente, apenas uma parte da asa do avião foi localizada - fora da área das buscas.   

O "flaperon" de dois metros foi encontrado, por acaso, na ilha francesa de La Réunion no dia 29 de julho de 2015. Autoridades da França e da companhia aérea confirmaram que o item pertencia ao voo MH370.   

No início deste mês, nos dias 3 e 6 de março, respectivamente, outras duas supostas peças foram achadas: uma na costa do Moçambique e outra na própria La Reunión. A primeira seria uma "casca" do estabilizador horizontal e o segundo seria um objeto quadrado, cinza e de bordas azuis. Ambos estão sendo analisados por especialistas para descobrir de onde seriam.   

Porém, mesmo com a confirmação de origem dos materiais, a pergunta sobre como pode um avião sumir continua mais viva do que nunca. Apesar de diversas "teorias da conspiração" sobre um possível sequestro do Boeing, os analistas têm duas hipóteses principais: falha mecânica ou ato terrorista. Mas, tudo no campo da especulação.   

Segundo o que é possível verificar, o equipamento de localização - transponder - foi desligado propositalmente cerca de 50 minutos após a decolagem. Pouco tempo depois, a cerca de uma hora, o voo mudou de direção bruscamente e "voltou" em sentido à Malásia.   

O último sinal emitido pelo voo MH370, que foi captado por um satélite, foi registrado por volta das 8h da manhã do dia seguinte. Os investigadores australianos chegaram a afirmar que a aeronave estava no piloto automático quando caiu.   

Em nota, a Malaysia Airlines informou que está analisando novas "informações importantes". "Nesta altura, a equipe continua a trabalhar no sentido de finalizar as suas análises, descobertas, conclusões e recomendações de segurança em oito áreas relevantes associadas ao desaparecimento do voo MH370", afirmou a empresa.   

Para as famílias, a situação também é de desespero. Hoje, centenas de pessoas se reuniram na China e na Malásia para protestar contra a falta de informação e de transparência sobre o que aconteceu. Elas acusam as autoridades de saber mais do que divulgam. (ANSA)
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