Em Veneza, Renzi e Hollande debatem terrorismo e crise líbia

ROMA, 08 MAR (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, e o presidente da França, François Hollande, se reuniram nesta terça-feira (08) em Veneza e debateram temas relacionados ao terrorismo tanto na Síria como na Líbia.   

"A formação de um governo na Líbia é a prioridade para o povo líbio e, mesmo com as dificuldades, a comunidade internacional fará de tudo para que o governo consiga confiança. Os líbios devem saber, antes de tudo, que o tempo à disposição deles não é infinito", disse o premier sobre a ex-colônia italiana.   

O tom de alerta também partiu de Hollande, que prestou "solidariedade à Itália por suas vítimas na Líbia", referindo-se à morte dos técnicos italianos Salvatore Failla e Fausto Piano, mortos na última semana ao ficarem em meio a um fogo-cruzado no território líbio.   

"Precisamos agir, a Europa deve agir e nossos países devem lutar juntos contra o terrorismo. Estamos de acordo com a Itália que a Líbia precisa ter um governo, mas será preciso conduzir uma luta contra o Estado Islâmico", destacou o francês na coletiva pós-reunião.   

Segundo o chefe de Estado da França, o inimigo comum de todas essas batalhas "é o terrorismo", que atinge não apenas os sírios em sua guerra civil dos últimos cinco anos, mas todo o Oriente Médio.   

Apesar do foco no terrorismo, os dois líderes também falaram sobre as questões econômicas que atingem a União Europeia. Os governos de ambos pedem por uma maior flexibilização das regras para incentivar a retomada do crescimento econômico contra mais um período de austeridade.   

"A flexibilidade deve ser um dever da União Europeia, não assinamos por uma Europa de cifras, parâmetros e regrinhas .   

Deve ser uma Europa de valores. A Itália não terá nenhuma dificuldade de manter os objetivos que estão propostos porque a fase da Itália que não respeita as próprias obrigações acabou", ressaltou o premier.   

Outro tema na área de expansão aprovado por Renzi e Hollande foi a assinatura do protocolo adicional "para o início dos trabalhos do trem de alta velocidade entre Turim e Lyon". Hollande ressaltou que esse projeto já tem "mais de 20 anos" e que "Matteo pode ser aquele que colocou fim à todas as discussões preparatórias sobre isso".   

A construção do trem de alta velocidade (TAV) entre as duas nações causou protestos antes do encontro nesta terça-feira.   

- Homenagem à vítima de atentados: Renzi e Hollande tiveram ainda um encontro com os pais e demais parentes da estudante Valeria Solesin, 28 anos, a única vítima italiana da série de atentados terroristas em Paris, no dia 13 de novembro.   

Sem dar detalhes do que foi conversado na reunião, o pai da jovem, Alberto, afirmou apenas que a sensibilidade expressada pelos líderes e a atenção dos dois ao seu convite de "fazer o caminho da Europa de maneira diferente, em um percurso diferente do que está sendo proposto no momento" foi ouvido. A mãe da jovem, Luciana, agradeceu ao líder francês por ter criado uma bolsa de estudos com o nome de Valeria. (ANSA)
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