Seul impõe novas sanções contra Coreia do Norte

PEQUIM, 8 MAR (ANSA) - A Coreia do Sul anunciou nesta terça-feira, dia 8, um novo pacote de sanções contra o governo de Pyongyang, na tentativa de aumentar as pressões pelo fim do programa nuclear e balístico do país vizinho, que ameaça a segurança de toda a região. Desta forma, mais de 20 empresas e mais de 30 indivíduos, acusados de ajudar as autoridades norte-coreanas, serão boicotadas. Além disso, a Coreia do Sul pede que seus cidadãos parem de frequentar os restaurantes estatais norte-coreanos no país. O objetivo é cortar o fluxo de dinheiro para os vizinhos. "Já que os estabelecimentos norte-coreanos, como os restaurantes no exterior, são um dos canais através dos quais as moedas estrangeiras entram na Coreia do Norte, pedimos à população que não os frequente", pediu o diretor do Escritório de Coordenação das Políticas Governamentais de Seul, Lee Suk-joon.   

As novas sanções, que ampliam as punições anunciadas pelo Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas (ONU) recentemente, ainda incluem a proibição da entrada em suas águas territoriais dos navios que tenham entrado na Coreia do Norte a menos de 180 dias.   

No mês passado Seoul bloqueou, unilateralmente, a área de desenvolvimento conjunto industrial de Kaesong, aberta em 2004, onde, graças a investimentos de mais de 120 empresas sul-coreanas, são empregados mais de 50 mil trabalhadores do norte. O local é uma das mais importantes fontes de divisas para os cofres do regime ditatorial. As sanções impostas recentemente pela ONU, por sua vez, incluem a inspeção obrigatória de todas as cargas que entrarem e saírem do país asiático em navios ou aviões, a proibição de vendas de armas de pequeno calibre a Pyongyang e a expulsão de todos os diplomatas norte-coreanos condenados por "atividades ilegais". Histórico - Em fevereiro, sob protestos da ONU, a Coreia do Norte lançou um foguete de longo alcance com a justificativa de colocar em órbita um satélite de observação terrestre. Mas se suspeita de que o país tenha usado esse argumento como desculpa para realizar mais um teste de mísseis. Além disso, em janeiro, o regime anunciou ter feito um teste com uma bomba nuclear de hidrogênio, que é até 50 vezes mais potente que uma de urânio. (ANSA)
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