Desertor do EI entrega lista com 22 mil nomes de jihadistas

BEIRUTE E ROMA, 9 MAR (ANSA) - Um desertor do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) teria entregado um dossiê com 22 mil nomes e dados pessoais de militantes originários de 51 países para ser divulgado pela rede SKY News. O ex-jihadista usa o nome fictício de Abu Ahmed. Os documentos seriam formulários preenchidos por aspirantes a membros da organização terrorista. De acordo com a emissora, os arquivos estão gravados em um pendrive e foram copiados pelo ex-rebelde ao regime do ditador sírio, Bashar al-Assad, que teria posteriomente se aliado ao EI, mas que atualmente se diz "desiludido" com a organização.   

A SKY News disse que vários nomes listados são de pessoas já conhecidas, como Abdel Bary, um rapper de 26 anos originário de Londres e que teria se aliado ao EI em 2013, após viajar pela Líbia, Egito e Turquia. Há também os dados de jihadistas que foram mortos em operações militares ocidentais, como Junaid Hussain, de 21 anos, um hacker de Birmingham que liderava os serviços de informação e recrutamento do EI na Síria. Ele e sua esposa, Sally Jones, uma ex-punk de Kent que também resolveu se mudar para o Oriente Médio, teriam planejado uma série de ataques terroristas no Reino Unido. Outro nome é de Reyaad Khan di Cardiff, morto em um ataque em agosto de 2015. Alguns números de telefones na lista ainda estariam ativos e podem ser usados para comunicação entre os jihadistas. Mais cedo, as forças especiais dos Estados Unidos anunciaram a captura de um membro do EI responsável pelo gerenciamento de armas químicas que integram o arsenal do grupo terrorista. A prisão ocorreu em Iraque, no mês passado, de acordo com fontes locais. Apesar de Washington manter segredo sobre o nome do detido, o homem teria sido identificado como Sleiman Daoud al-Afari, de cerca de 50 anos, e teria trabalhado no governo de Sadam Hussein para um setor das Forças Armadas especializado em construir um arsenal de armas químicas e biológicas. Atualmente, o especialista está detido e passa por interrogatórios na cidade de Erbil, durante os quais teria confessado que o Estado Islâmico usa gás mostarda (gás sarín) em pó dentro de armas de fogo, relatou o jornal "The New York Times" citando fontes do Pentágono. Em dezembro, o presidente norte-americano, Barack Obama, colocou em prática uma nova estratégia contra o EI que autoriza operações especiais em territórios controlados pelo grupo desde que sejam para capturar ou matar comandantes do califado. A prisão de al-Afari teria sido realizada por um dos comandos especiais, que são a principal força dos EUA no Iraque desde a retirada das tropas, em 2011. Ameaça - A Itália, país com população majoritariamente católica, voltou a ser alvo de ameças do Estado Islâmico nesta quarta-feira devido à sua possível participação em uma nova articulação militar com a França e o Reino Unido para iniciar ações armadas na Líbia contra o grupo terrorista.   

"Há informações de novos prepativos para a criação de uma ncoalizão para conduzir uma guerra contra o EI [na Líbia] e os seus países principais são França, Grã-Bretanha e Itália", disse Abdel Qader Al-Najdi, apontado como o novo líder do EI na Líbia.   

Ele também disse "torcer" para que os jihadistas conquistem Roma. O vácuo político na Líbia criado com a guerra civil que tirou do poder o ditador Muammar Kadafi permitiu que vários grupos rebeldes e extremistas ocupassem territórios do país. Nos últimos meses, o Estado Islâmico tem conquistado mais porções de terras e há relatos de constantes deslocamentos de terroristas à Líbia, já que os Estados Unidos e a Europa conduzem operações militares e tentam apertar o cerco na Síria e no Iraque. (ANSA)
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