Irã inicia testes de mísseis balísticos e preocupa EUA

TEERÃ, 09 MAR (ANSA) - Em uma operação chamada "Força", o Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica do Irã iniciou nesta quarta-feira (9) um programa de testes de mísseis balísticos em várias partes do país.   

Segundo a agência local "Fars", a iniciativa tem como objetivo "demonstrar a capacidade preventiva e a prontidão" de Teerã para enfrentar "qualquer tipo de ameaça contra a revolução, o sistema e a integridade territorial do país".   

O slogan da manobra é "demonstrar um poder duradouro, firmeza, unidade e coerência". A operação será dividida em várias fases e e entre diversas áreas do Irã, com o lançamento de mísseis abrigados em silos subterrâneos. Nesta quarta, foguetes já foram disparados de vários pontos do território iraniano.   

Atualmente, a nação persa está diretamente envolvida na guerra civil da Síria, lutando ao lado do regime de Bashar al Assad contra os rebeldes apoiados pela Arábia Saudita e pelos emirados sunitas do Oriente Médio. Mais do que uma crise interna, o conflito tem exposto a batalha por influência na região, principalmente entre Teerã e Riad.   

Outro país que pode virar um campo de batalha entre os dois regimes é o Iêmen. Nesta quarta, o chefe do Estado-Maior do Irã, general Masoud Jazayeri, disse que não exclui a possibilidade de enviar "assistentes militares" para ajudar os xiitas houtis na guerra contra a coalizão de países do Golfo Pérsico liderada pela Arábia Saudita.   

Por sua vez, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que irá às Nações Unidas (ONU) para obter uma "resposta adequada" se os testes de mísseis forem confirmados.   

Recentemente, entrou em vigor o acordo de Teerã com as potências do grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) sobre o seu programa nuclear, que levou à eliminação das sanções impostas à economia iraniana nos últimos anos. Em troca, o país persa limitou suas atividades atômicas, incluindo a interrupção do enriquecimento de urânio na usina de Fordow e a redução de suas centrífugas, que passarão de 19 mil para 6,1 mil em um período de uma década. (ANSA)
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