Ex-mafioso italiano chora ao ser extraditado pelo Brasil

ROMA, 10 MAR (ANSA) - O ex-mafioso italiano Pasquale Scotti, extraditado pelo Brasil na última quarta-feira (9), chorou ao ser levado para o avião que o devolveu ao seu país de origem, onde cumprirá 30 anos de cadeia.   


"A minha vida foi destruída", disse Scotti aos homens do Serviço Central Operacional da Polícia de Nápoles e da Interpol. Até meados da década de 1980, ele era braço direito do ex-chefe da Camorra - a máfia napolitana - Raffaele Cutolo e comandava seu grupo armado. Por conta disso, se envolveu em 26 homicídios e, em 2005, foi condenado à prisão perpétua.   


No entanto, quando a sentença saiu, Scotti já era foragido desde 1984, quando fugira de um hospital onde estava sob custódia da polícia. Seu destino foi o Brasil, onde viveu por mais de 30 anos, todos eles em Recife. Na capital pernambucana, trabalhava como empresário e levava uma vida confortável, porém reservada.   


Ele chegou a ter uma boate e uma casa de fogos de artifício.   


Agora, Scotti está na prisão de Rebibbia, em Roma. Nas próximas semanas, o ex-mafioso será chamado para reconstruir os detalhes dos seus 30 anos de fuga. O italiano foi preso em Recife, no último dia 26 de maio, enquanto acompanhava os filhos à escola.   


"Sou eu, me pegaram. Mas aquele Pasquale Scotti não existe mais", afirmou aos investigadores, após ter tentado negar sua identidade.   


Na Itália, ao invés da prisão perpétua, cumprirá 30 anos de cadeia, já que os tratados entre Roma e Brasília proíbem que um criminoso tenha sentença superior ao limite estabelecido pela legislação brasileira. (ANSA)
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