Republicanos adotam tom mais leve em novo debate nos EUA

WASHINGTON, 11 MAR (ANSA) - Imigração, Islã, Cuba e a luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI,ex-Isis) foram alguns dos temas debatidos pelos pré-candidatos republicanos à Casa Branca em seu 12º debate. A quatro dias das primárias na Flórida, uma das que mais importantes, pois garante um dos maiores números de delegados, os rivais mostraram o quanto são diferentes entre si. Dessa vez, no entanto, sem insultos ou ataques pessoais. Talvez seja uma resposta às acusações de que a campanha republicana estava sendo levada de forma suja e violenta.   

O tom calmo, até mesmo do polêmico magnata Donald Trump, causou comoção nas redes sociais. Um internauta chegou a questionar, em tom de brincadeira, o que tinham colocado na água de Miami, onde foi realizado o evento.   

Trump não voltou a falar do muro, que quer construir na fronteira com o México para evitar a entrada de imigrantes ilegais. Ele, no entanto, reiterou seu desejo de suspender a entrada de imigrantes no país.   

Marco Rubio, em terceiro lugar, acusou o magnata de criar um "ambiente hostil". "Um presidente não pode dizer o que quiser, porque o que ele diz tem consequências no país e no mundo", agregou.   

Sobre o islamismo, Trump disse que não são todos os 1,6 bilhões de muçulmanos ao redor do mundo que são maus, apenas "muitos deles". Ted Cruz, em segundo na corrida dentro do partido, que ainda tem chances de tirar a nomeação de Trump, rebateu dizendo que a resposta "não é gritar 'Todos os muçulmanos são maus'".   

"Os muçulmanos nos odeiam, muitos deles querem nos atacar, e isso é um problema", reiterou Trump. Em um debate realizado em Miami não poderia ficar de fora o tema da retomada das relações bilaterais com Cuba, promovida pelo presidente Barack Obama.   

Rubio, descente de dissidentes cubanos, criticou a medida. "A única diferença que resulta da abertura é que agora o governo cubano terá mais fontes de dinheiro para construir seu aparato repressivo".   

Cruz, também de origem cubana, disse que irá quebrar os laços diplomáticos novamente com Havana caso seja eleito. "Não deveríamos permitir que bilhões de dólares sejam enviados a nações que nos odeiam".   

Apoio - O neurocirurgião Ben Carson, que já esteve na liderança e deixou a corrida pela nomeação recentemente, estaria apoiando a candidatura de Trump. "Estive com o doutor Ben Carson, que me dará seu apoio [formal] nesta sexta certamente", disse. Economia - Para cerca de 80% dos economistas e especialistas financeiros entrevistados pelo "Wall Street Journal", se Trump ou o democrata Bernie Sanders, que se declara socialista, vencerem as eleições, aumentam os riscos de o atual panorama econômico piorar. (ANSA)
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