Após 5 anos, Líbia anuncia criação de governo nacional

ROMA, 13 MAR (ANSA) - O conselho presidencial da Líbia proclamou neste domingo (13) o início do funcionamento de um governo de unidade nacional, que estará sob a égida da Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, os novos nomes precisam ainda passar pelo voto de confiança do Parlamento.   

Em comunicado, o conselho pediu que as autoridades líbias "coloquem-se imediatamente em contato com o governo de unidade para atuar na modalidade de transferência de poder de maneira pacífica". Os conselheiros ainda pediram "à comunidade internacional", em particular à ONU, à União Europeia, à Liga Árabe e à União Africana, para "cessar qualquer relação com autoridades que não dependam diretamente de governo de unidade".   

Os ministros das Relações Exteriores da Itália, Alemanha, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha e a alta representante para a Política Externa e Segurança da União Europeia, Federica Mogherini, expressaram conjuntamente "o apoio total ao governo de unidade nacional assim como foi proposto pelo Conselho Presidencial e reconhecem a declaração do dia 23 de fevereiro, na qual anunciaram seu apoio ao governo local". A nota emitida conjuntamente foi o resultado de uma reunião entre os chanceleres em Paris neste domingo.   

Essa é a primeira vez desde 2011 que o país tenta formar um governo de unidade nacional. Naquele ano, houve a revolução da Primavera Árabe e a morte do ditador Muammar Kadafi. Os dois fatos levaram a nação ao caos total por não ter um Poder que conseguisse unir o país. Um ano após a queda do regime e em pleno processo de reconstrução, ocorreram as primeiras eleições livres que pareciam levar os líbios a uma verdadeira democracia.   

Mas, os confrontos ainda remanescentes e a violência entre várias milícias e os ex-rebeldes que não abandonaram as armas, complicaram a situação cada vez mais. No verão de 2014, o país entrou em colapso total com a divisão entre as instituições políticas - Tobruk e Trípoli - e a guerra entre as milícias de Zintan e Misurata pelo controle da capital. Para piorar o cenário, a área de Sirte - ao norte - caiu nas mãos dos terroristas do EI onde houve a imposição de um tipo de emirado baseado na rígida interpretação da sharia (lei islâmica).   

Em outubro do ano passado, os líderes dos dois parlamentos e a ONU anunciaram ter chegado a um acordo político para o país e, desde dezembro, as partes estavam tentando formar um governo único para a Líbia. (ANSA)
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