Copiloto da Germanwings precisava de tratamento psiquiátrico

ROMA, 13 MAR (ANSA) - O relatório final sobre a saúde do copiloto Andrea Lubitz, que há quase um ano derrubou o avião da Germanwings com 150 pessoas a bordo, mostrou que o alemão recebeu a orientação de ir para uma clínica psiquiátrica duas semanas antes de causar o acidente.   

Segundo os investigadores franceses do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA), que divulgaram o documento neste domingo (13), Lubitz sofria com uma depressão severa desde dezembro de 2014. Porém, esse relatório médico não foi repassado à companhia aérea - o que, portanto, impediria o afastamento o copiloto.   

Por causa disso, os franceses pediram que as regras sobre sigilo médico para pilotos e copilotos sejam "relaxadas". O líder da investigação, Arnaud Desjardin, afirmou aos jornalistas que, desde dezembro, Lubitz apresentava sintomas que "podem ser compatíveis com episódios psicóticos".   

O incidente com o voo 9525, que ia de Barcelona a Dusseldorf, no dia 24 de março de 2015, colocou em cheque as regras de segurança para a entrada na cabine de pilotagem. Isso porque, com as revelações das caixas-pretas da aeronave, foi possível ouvir que o piloto Patrick Sondheimer tentou, desesperadamente, abrir a porta da cabine após ter saído para ir ao banheiro.   

Desde o atentado terrorista de 2011, nos Estados Unidos, a liberação para a entrada na cabine ocorre apenas no interior da mesma, para evitar que terroristas tenham acesso ao local. O crime é investigado como um suicídio de Lubitz pelos problemas com depressão.(ANSA)
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