Após nove meses, Itália volta a enfrentar a deflação

ROMA, 15 MAR (ANSA) - Após nove meses de alta, a Itália registrou uma deflação de 0,3% no mês de fevereiro, informou o Instituto de Estatísticas Italiano (Istat) nesta terça-feira (15). De acordo com o relatório, essa é a maior redução desde janeiro de 2015, quando houve retração de 0,2%. No mês anterior, havia sido registrado um aumento nos preços de 0,3%.   

O Istat informou que a forte flexão dos preços de consumo é resultado de um dinâmica conjuntural caracterizada pela queda de preços de quase todos os tipos de produtos.   

Segundo o órgão, o maior encolhimento ocorreu na chamado "cesta de compras" de bens alimentares básicos, para cuidados com a casa e com a saúde pessoal. Todos tiveram retração de 0,1% na comparação com o mês anterior e de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A contratura é a maior desde dezembro de 2014 e a mais ampla desde julho daquele ano - quando o país ainda enfrentava uma forte recessão econômica.   

Entre os dados que apresentaram resultados positivos estão aqueles os fundos de inflação, aqueles que são calculados os valores brutos dos alimentos não processados e de bens energéticos não transformados, com alta de 0,5%. Também teve alta o valor apenas dos bens energéticos, com 0,3%.   

Para o ano de 2016, a deflação na Itália está estimada em -0,6%.   

Os dados ainda não refletem as medidas anunciadas na semana passada pelo Banco Central Europeu (BCE), que visam estimular a produção e o aumento de preços na União Europeia. Apesar de parecer bom os preços não terem aumentos, na verdade, a deflação é péssima para a economia de um país - e especialmente para os europeus, que tentam se reerguer da crise econômica iniciada em 2008.   

Entre os principais pontos negativos da deflação estão a perda de interesse das pessoas na compra de produtos "que vão cair de preço" (ou seja, as pessoas guardam dinheiro esperando uma desvalorização e acabam prejudicando as vendas e o consumo), há um excesso de produção nas indústrias que não consegue ser escoado e que, portanto, leva à uma redução na produção e uma consequente demissão de funcionários e há um aumento real no valor dos débitos daqueles que já estão endividados.   

Para especialistas, o "saudável" para um país é ter uma inflação entre 1% e 3%, para manter a economia atividade e para afugentar o medo de uma crise. (ANSA)
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