Campanha contra exploração de petróleo é acusada de sexismo

ROMA, 15 MAR (ANSA) - Uma campanha a favor do "sim" no referendo sobre exploração de petróleo que a Itália fará no próximo dia 17 de abril está sendo acusada de machismo e sexismo por retratar uma mulher de quatro em frente a uma torre de extração.   

Idealizada pela agência Be Shaped, a ação publicitária também conta com a frase "Vá perfurar a sua irmã" e pede para os italianos votarem "sim", ou seja, contra a exploração de hidrocarbonetos em seu litoral. A peça foi divulgada nas redes sociais, acompanhada da hashtag #trivellatuasorella ("perfure a sua irmã").   

"E pensar que se dizem 'criativos'. Na realidade, são apenas 'cretinos'", escreveu uma usuária no Twitter. "Se os apoiadores do 'sim' tiverem a mesma sensibilidade dos idealizadores da #trivellatuasorella, eu me abstenho de votar. Campanha vulgar e sexista", afirmou outra.   

As críticas fizeram com que a agência retirasse a imagem do ar e, em um primeiro momento, publicasse uma nota para se justificar, mas sem se desculpar. "Não vamos pedir desculpas por termos utilizado uma linguagem muito forte. O objetivo era dizer: querem estuprar o nosso mar, é uma violência, não diferente daquela que se pode fazer contra uma pessoa", escreveu a Be Shaped no Facebook.   

Segundo o comunicado, não é possível combater uma "violência" - no caso, a exploração de petróleo - com "imagens belas". "Seria como denunciar a guerra postando a foto de um campo florido", acrescentou. Mais tarde, a agência publicou outro texto na rede social e se desculpou pela campanha, mas manteve a posição sobre a mensagem que pretendia passar.   

Respondendo à crítica de um usuário, a Be Shaped ainda declarou que o responsável por postar a imagem sexista foi demitido. No entanto, a hashtag continua sendo usada amplamente por adeptos do "sim" nas redes sociais.   

No dia 17 de abril, os italianos decidirão sobre a revogação da norma que prevê que as permissões para perfurar e explorar poços de petróleo a menos de 12 milhas da costa do país durem por toda a vida útil dos reservatórios. Se o "sim" vencer, a regra será derrubada. O governo do primeiro-ministro Matteo Renzi está do lado do "não", que manteria a legislação vigente. (ANSA)
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