Terrorista de Utoya promete lutar 'até o fim' pelo nazismo

ROMA, 16 MAR (ANSA) - "Lutarei até o fim pelo nazismo". Essas foram as palavras ditas pelo terrorista de extrema-direita Anders Breivik, autor dos atentados de 22 de julho de 2011 em Oslo e Utoya, que deixaram 77 mortos, na audiência desta quarta-feira (16) do processo que ele move contra a justiça da Noruega por "tratamento desumano".   

O assassino leu no tribunal um texto para denunciar "violações das convenções europeias sobre direitos humanos" por parte do Estado norueguês, que o mantém em isolamento na cadeia. Segundo ele, Oslo está tentando "matá-lo", mas a ideologia nazista o "ajuda a sobreviver".   

"Era melhor terem disparado em mim do que me fazerem viver como um animal", declarou o terrorista, que cumpre pena de 21 anos de prisão na penitenciária de segurança máxima de Skien. Único detento do local, ele dispõe de uma cela com sala de estudos e equipamentos eletrônicos sem acesso à internet, como televisão, videogame e computador.   

Breivik também possui autorização para praticar exercícios na academia da prisão e tomar uma hora de banho de sol por dia. O criminoso acusa o governo de tentar empurrá-lo para o suicídio com o regime de isolamento e de impedi-lo de receber cartas de simpatizantes.   

No entanto, Breivik disse tirar forças do que "aprendeu" no livro "Mein Kampf" ("Minha Luta"), de Adolf Hitler. "Aqueles princípios são as únicas razões pelas quais eu vivo hoje", afirmou. Na última terça-feira (15), ele já havia feito a saudação nazista ao chegar ao tribunal que julga sua denúncia.   

Os ataques - A ação de Anders Breivik começou no meio da tarde de 22 de julho de 2011, em Oslo. O terrorista levou um carro-bomba para um quarteirão que abriga edifícios do governo norueguês e o deixou em frente ao prédio onde ficava o gabinete do então primeiro-ministro Jens Stoltenberg, de esquerda. A explosão do veículo causou oito mortes e deixou 209 pessoas feridas.   

Em seguida, ele partiu para a ilha de Utoya, onde acontecia um acampamento de verão da juventude do Partido Trabalhista (AP) norueguês, ao qual pertence o ex-premier. Vestindo um uniforme da polícia e usando uma identificação falsa, Breivik começou a disparar aleatoriamente em direção aos jovens, matando 69 deles.   

O terrorista não opôs resistência ao ser detido, poupando assim a própria vida, e até hoje não pediu desculpas pelos crimes. Ele foi condenado a 21 anos de prisão, a pena mais severa da legislação local. (ANSA)
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