'Vítima', Fifa tenta reaver dinheiro desviado em escândalo

SÃO PAULO, 16 MAR (ANSA) - A Fifa anunciou nesta quarta-feira (16) que apresentou documentos para as autoridades norte-americanas para reavar uma quantia de US$ 190 milhões desviados da entidade no escândalo de corrupção que resultou em dezenas de dirigentes presos.   


"Em sua posição de vítima, a Fifa apresentou formalmente à Procuradoria dos EUA [...] seu pedido para reparação de danos de 41 ex-representantes da Fifa e de outras organizações de futebol, incluindo Chuck Blazer, Jack Warner, Jeffrey Webb e outros que foram indiciados no andar das investigações feitas pelo Departamento de Justiça", escreveu a entidade em seu site.   


Para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, "as quantias subtraídas pertencem ao futebol global e deveraim ser usadas para o desenvolvimento e promoção do esporte". "A Fifa assim como todo o corpo da governança do futebol quer o dinheiro de volta e nós estamos determinados a obtê-lo não importa quanto tempo demore", concluiu Infantino.   


Do montante, cerca de R$ 29 milhões de euros são solicitados diretamente para os dirigentes investigados pelos norte-americanos. Entre aqueles denunciados pela instituição, estão três brasileiros: os ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira e José Maria Marin (que está preso em regime domiciliar nos EUA) e o presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero.   


Pelos cálculos da Fifa, os três precisariam devolver US$ 5,3 milhões aos cofres da entidade. Os cartolas brasileiros são acusados de terem solicitado, recebido e distribuído propina em contratos da CBF e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).   


Em entrevista ao portal "Globoesporte", Teixeira afirmou que vai "entrar com um processo por danos morais em Zurique" porque o pedido da entidade é "descabido".   


- Copa da África do Sul: A Fifa estaria envolvida em mais um caso de corrupção na organização das Copas do Mundo. Segundo reportagem da agência de notícias "Reuters", os membros da entidade teriam admitido ter vendido seus votos na escolha para a Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. A entidade não comentou o novo escândalo. (ANSA)
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