Corte de Milão condena filho de Berlusconi (2)

MILÃO, 17 MAR (ANSA) - A Corte de Apelação de Milão condenou nesta quarta-feira (17) o filho do ex-premier italiano Silvio Berlusconi, Piersilvio Berlusconi, e o presidente da empresa Mediaset, Fedele Confalonieri, a 14 meses de detenção pelo caso que ficou conhecido na Itália como "Mediatrade".   

O caso surgiu dentro do processo sobre a produtora de vídeos Mediaset, da família Berlusconi, que investigava a compra e a venda de direitos televisivos. Pelo caso, o próprio ex-premier já havia sido condenado a 10 meses de trabalho voluntário por fraude fiscal. Os juízes analisaram os dados entre os anos de 2006 e 2008.   

Os outros acusados pelo crime, o produtores Frank Agrama e Giovanni Stabilini e as italianas Daniele Lorenzano e Gabriella Ballabio, foram absolvidos no julgamento de segunda instância.   

Assim, os juízes rebateram em parte o veredicto do Tribunal de Milão que, em julho de 2014, havia absolvido todos os acusados.   

A Corte informou que os atuais presidente e vice-presidente da Mediaset são os responsáveis pelo crime de fraude fiscal limitadamente ao ano de 2007. O crime prescreverá, portanto, em abril deste ano. Para os crimes cometidos em 2006, os juízes informaram que os delitos já prescreveram, e para aqueles de 2008, ambos foram absolvidos.   

Porém, mesmo tendo condenado os dois, a Corte de Apelação decidiu que as penas contra ambos devem ter uma "suspensão condicional" e não devem ser mencionadas no histórico de processos pessoais.   

Na prática, isso significa que eles não precisarão ir para a cadeia neste momento. Sua prisão só seria efetuada no caso de uma nova condenação por uma instância superior em que fossem considerados culpados. Caso isso ocorra, soma-se a pena aplicada pela Corte de Apelação e a futura nova condenação. Se não houver novo julgamento, eles não precisarão cumprir a pena.   

O procurador Fabio De Pasquale havia pedido para Piersilvio uma pena de três anos e dois meses de prisão pelo crime e para Confalonieri uma pena de três anos e quatro meses de detenção.   

Para os absolvidos, a Procuradoria queria condenações de até cinco anos. (ANSA)
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