Lula é 'alérgico à Justiça', diz deputada italiana

ROMA, 17 MAR (ANSA) - A deputada italiana Elvira Savino, do partido do ex-premier Silvio Berlusconi, Forza Italia (FI), disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "alérgico à Justiça", lembrando o caso Cesare Battisti.

"Nenhum sinal do fim no Brasil da saga sórdida de Lula, um ex-presidente comunista que negou a extradição do terrorista Cesare Battisti para a Itália, julgado e condenado a prisão perpétua duas vezes por quatro assassinatos e vários anos de prisão por insurreição armada, posse ilegal de armas, roubo e furto", acrescentou.

Membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) nos anos 1970, Battisti foi condenado pela Justiça italiana. Para escapar da cadeia, ele se mudou para a França, mas fugiu quando teve sua extradição autorizada. De lá, viajou ao México e, em seguida, ao Brasil, onde foi preso em 2007. O Supremo Tribunal Federal (STF) também chegou a autorizar sua extradição, mas o ex-presidente decidiu, no último dia de seu segundo mandato, mantê-lo no país. Segundo a deputada, após ajudar Battisti, o próprio Lula está fugindo da Justiça agora. "Ele foi escolhido pelo governo como ministro de Dilma Rousseff, desafiando os juízes e os milhares de brasileiros que se manifestam contra ele".

Como ministro, ele ganha foro privilegiado para responder pelos processos judiciais e pelo pedido de prisão preventiva por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ou seja, aceitando o cargo, ele será julgado pelo STF, saindo do âmbito do juiz Sérgio Moro. Além disso, um eventual processo ganharia celeridade. O líder petista é investigado por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por conta da suposta ocultação de um apartamento triplex no Guarujá (SP) que está em nome da empreiteira OAS. No dia 4, o ex-presidente Lula foi levado coercitivamente para depor no âmbito da 24ª fase da Operação Lava Jato. Em paralelo à operação, o Ministério Público de São Paulo expediu na última quinta-feira, dia 10, um mandado de prisão preventiva contra ele. O caso levou milhares de brasileiros às ruas nos últimos dias pedindo sua prisão e a renúncia de Dilma.

"Se ele é alérgico à Justiça, cedo ou tarde deverá responder a seu povo, cujo apoio a um personagem tão embaraçoso parece estar no limite", concluiu Savino. (ANSA)

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