Senador italiano manifesta apoio a Lula e critica grampos

ROMA, 17 MAR (ANSA) - O senador italiano Francesco Verducci, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), manifestou nesta quinta-feira (17) apoio ao ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a divulgação de conversas telefônicas do líder petista com sua sucessora, Dilma Rousseff.   


Por meio de uma nota, o parlamentar afirmou que os episódios recentes no país demonstram uma tentativa de criar "tensão e caos" capitaneada pela Rede Globo e por parte do poder judiciário brasileiro.   


"Exprimo grande preocupação com aquilo que está ocorrendo no Brasil. A averiguação de hipotéticos financiamentos ilícitos é sacrossanta, e a independência da magistratura é um princípio válido tanto na Itália como no resto do mundo. Mas isso que está ocorrendo no Brasil há algumas semanas, mais que um inquérito, parece, nas ações da televisão Globo e de uma parte da magistratura, a vontade de criar tensão e caos", afirmou Verducci.   


Segundo o senador italiano, a publicação de conversas telefônicas privadas entre a presidente e seu antecessor e os confrontos entre manifestantes pró e contra o governo "suscitam enorme preocupação por um país tão importante, de uma democracia tão recente e no qual o governo Lula tirou muitas pessoas da pobreza".   


"É bom que o Partido Socialista Europeu [PSE, do qual o PD faz parte] preste muita atenção a tudo aquilo que está acontecendo.   


É fundamental que a comunidade internacional esteja atenta aos reflexos internacionais que uma crise de democracia no Brasil pode produzir", disse o parlamentar.   


O Partido Democrático tem orientação de centro-esquerda e é a maior legenda da Itália. Seu líder é o primeiro-ministro Matteo Renzi, um admirador confesso de Lula. Verducci não foi a única personalidade italiana a se manifestar nesta quinta sobre a crise política no Brasil. Mais cedo, a deputada Elvira Savino havia dito que o ex-presidente é "alérgico à justiça". Ela pertence ao Força Itália (FI), comandado por Silvio Berlusconi, que já foi condenado por fraude fiscal e é réu por corrupção e compra de apoio no Congresso.   


Já o ex-promotor Antonio Di Pietro, símbolo da Operação Mãos Limpas, que escancarou as ilegalidades dos principais partidos do país europeu no início dos anos 1990, saiu em defesa de Sérgio Moro e disse que o magistrado brasileiro deve "fazer o seu dever e pagar as consequências". (ANSA)
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