Barack Obama chega a Havana e inicia visita histórica (2)

ROMA, 20 MAR (ANSA) - O avião com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua família aterrissou em Havana na tarde deste domingo (20) para iniciar uma visita histórica de três dias por Cuba. É a primeira visita de um líder norte-americano à ilha em 88 anos, sendo que o último a fazer uma visita foi John Calvin Coolidge Jr. no final dos anos 1920.   

O mandatário chegou ao país ao lado da esposa, Michelle, das filhas Sasha e Malia, e de sua sogra, Marian Shields Robinson.   

Ao aterrissar, Obama usou sua conta pessoal no Twitter e disse que chegou ao local para "encontrar e ouvir diretamente o povo cubano".   

Para hoje, os compromissos oficiais são na Embaixada norte-americana na capital Havana e um passeio pelos pontos históricos da área mais antiga da ilha. O passeio será realizado ao lado do arcebispo da capital, cardeal Jaime Ortega, que, ao lado do papa Francisco, apoiou e auxiliou nas conversas para a retomada diplomática entre EUA e Cuba. O encontro oficial com o presidente Raúl Castro está marcado para esta segunda-feira (21).   

Apesar do forte esquema de segurança, os cubanos enfeitaram casas com bandeiras norte-americanas e as camisas com a bandeira do país e a estampa de Obama estão sendo muito vendidas na capital. Os países anunciaram a retomada de relações diplomáticas em dezembro de 2014, após mais de 50 anos de desavenças políticas.   

Desde então, diversas restrições vêm sendo levantadas e muitos passos têm sido dados em direção a uma reaproximação - menos na questão do embargo econômico. Em julho do ano passado, as respectivas embaixadas foram reabertas. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou a ilha no mês seguinte, sendo o primeiro líder diplomático do país a viajar a Cuba desde 1945.   

Apesar de estabelecer diversas medidas para "aliviar" o embargo, que dura mais de 50 anos, Obama não pode, no entanto, dar fim ao bloqueio. Isso depende do Congresso onde o líder democrata não tem maioria. Em outras questões, como o status dos dissidentes e o respeito aos direitos humanos em Cuba, as negociações continuam travadas. - Dissidentes presos: Apesar do clima de festa da visita, os dissidentes que lutam contra o governo Castro denunciaram mais de 50 prisões de opositores neste domingo. O fato também já havia sido denunciado antes da visita do Papa, em setembro do ano passado. Segundo fontes, as pessoas foram presas de "modo particularmente violento" durante uma marcha pacífica na capital. As informações apontam que, entre os detidos, estão algumas mulheres do grupo Damas de Blanco, o artista plástico Danilo Maldonado ("El Sexto") e Antonio Rodiles. (ANSA)
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