Bélgica revela nome de cúmplice de Abdeslam

BRUXELAS, 21 MAR (ANSA) - A Bélgica divulgou nesta segunda-feira (21) a identidade do cúmplice de Salah Abdeslam, suspeito de ser um dos principais mentores dos atentados de novembro de 2015 em Paris.   

O cúmplice foi identificado como Najim Laacharaoui, de 24 anos, apesar de usar o codinome de Soufiane Kayal. Ele está foragido desde sexta-feira (18), quando uma operação conjunta da polícia belga e da francesa prendeu Abdeslam.   

Kayal teria ajudado Abdeslam a se esconder nos últimos meses das autoridades e teria sido combatente na Síria em 2013. Já Abdeslam é apontado como uma das mentes por trás do atentado reivindicado pelo Estado Islâmico (EI, ex-Isis) no dia 13 de novembro de 2015 e o qual deixou 130 mortos em Paris. Ele era o homem mais procurado da Europa e agora enfrenta acusações de terrorismo. Abdeslam foi o responsável por alugar o carro encontrado próximo à casa de shows Bataclan e que teria sido usado por atiradores durante o ataque. "Estou contente que isso tenha terminado. Eu já não aguentava mais", teria dito Abdeslam logo depois da prisão, de acordo com o jornal "Het Nieuwsblad".   

Apesar da prisão ser comemorada pelas autoridades, a Procuradoria belga anunciou que não concluiu ainda sua operação contra o terrorismo. "Outras pessoas ainda devem ser encontradas", comentou o procurador federal Frédéric Van Leeuw, em uma coletiva de imprensa conjunta com o procurador de Paris, François Molins.   

Este último, por sua vez, explicou que cabe à Bélgica decidir sobre a extradição do sujeito, mas admitiu que a França aguarda uma decisão positiva. "Não posso negar que há uma expectativa das autoridades francesas e dos parentes das vítimas de Paris para escutar Salah".   

Atualmente, a Justiça francesa trabalha com 224 investigações que envolvem 772 indivíduos em casos de terrorismo. Nesta segunda-feira (13), o presidente francês, François Hollande, reuniu-se com familiares das vítimas do atentado de Paris, em uma cerimônia no Palácio do Eliseu. Na ocasião, o primeiro-ministro Manuel Valls disse que mais de 600 pessoas com passaporte do país partiram para lutar ao lado de jihadistas na Síria e no Iraque. (ANSA)
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