UE reconhece que será difícil implantar acordo com Turquia

BEIRUTE, 21 MAR (ANSA) - A alta representante para Política Externa e Segurança da União Europeia, Federica Mogherini, reconheceu nesta segunda-feira (21) que a implantação do acordo com a Turquia para frear a entrada de refugiados no bloco não será fácil.   

Segundo a italiana, Bruxelas deverá mostrar de forma concreta toda a sua solidariedade à Grécia, país que é parte crucial do pacto. "Mas será complicado, não será fácil, especialmente nas ilhas", declarou a chanceler europeia durante uma visita a Beirute, no Líbano, nação que acolhe cerca de 1 milhão de refugiados, um quarto de sua população.   

O acordo prevê que todos os solicitantes de refúgio provenientes da Turquia que desembarcarem na Grécia sem documentos sejam devolvidos a Ancara, com os custos das viagens pagos pela UE.   

Por outro lado, para cada clandestino que o país turco receber de volta, ele mandará um regularizado para ser alocado no bloco.   

Além disso, Bruxelas acelerará o desembolso de uma ajuda financeira de 3 bilhões de euros para a Turquia. Ainda assim, o pacto não amenizou as críticas do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, à União Europeia. Nesta segunda, o chefe de Estado afirmou que, se fosse seguir o exemplo da UE, fecharia suas fronteiras.   

"Todos aqueles que não aceitaram uma zona livre do terrorismo na Síria e agora se lamentam são hipócritas", disse, referindo-se ao seu plano de estabelecer uma área de segurança no norte da nação árabe para acolher refugiados, rechaçado pela Europa.   

(ANSA)
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