Após prender terroristas, Bruxelas é alvo de atentados

BRUXELAS, 22 MAR (NSA) - Depois de quatro meses de caçadas intensas por terroristas ligados aos atentados de novembro em Paris, a Bélgica foi alvo nesta terça-feira (22) de uma série de explosões que deixou ao menos 13 mortos na capital Bruxelas. A imprensa local já fala em 23 vítimas, mas o número ainda não foi confirmado pelas autoridades. Duas bombas foram detonadas em uma área de embarque do aeroporto de Zaventem ligada à companhia American Airlines. Outros explosivos foram colocados na estação de metrô Maelbeek.   

Ao menos 13 pessoas teriam morrido nas explosões do aeroporto, que foi palco de cenas de pânico entre os passageiros e precisou ser evacuado, com uma coluna de fumaça. Todos os voos foram cancelados e a polícia interrompeu os serviços de transporte público que alimentam o aeroporto. De acordo com as primeiras investigações, a ação em Zaventem foi cometida por um suicida. Outras 10 pessoas teriam falecido na estação de metrô, que fica perto da sede da Comissão Europeia, de acordo com a emissora belga VTM. Cerca de 30 pessoas estariam feridas, mas os números ainda não foram confirmados e nem são oficiais. "Eu estava em um prédio ao lado do metrô e escutei uma forte explosão. Comecei a ver pessoas ensanguentadas correndo. Era como um 'rio' de pessoas feridas, algumas muito graves", disse uma testemunha, Rodolfe Deviller, operário que trabalha em um canteiro de obras perto da parada de Maelbeek.   

Testemunhas relatam que uma outra bomba teria explodido na estação Schumann, porém a polícia não falou sobre o caso. O governo belga convocou de emergência o conselho de segurança e declarou nível máximo de alerta em todo o país.   

A suspeita maior é que as ações sejam uma retaliação de extremistas à prisão de Salah Abdeslam, na útlima sexta-feira (18). A polícia já informou oficialmente que os ataques desta manhã configuram um atentado terrorista. Abdeslam era considerado o homem mais procurado da Europa por seu envolvimento nos atentados de Paris do ano passado. Ele foi o responsável por alugar o carro encontrado próximo à casa de shows Bataclan e que teria sido usado por atiradores durante o ataque. A polícia belga demorou meses para encontrá-lo, buscando rastros de DNA e de impressões digitais em apartamentos de Bruxelas.   

A Bélgica é considerada um dos principais redutos de terroristas, que se reúnem no bairro de Moleenbek para organizarem atentados. Europa - Os ataques na Bélgica colocaram em alerta outros países da região que frequentemente são alvos de ameaças terroristas, como a França, a Itália e a Inglaterra. As autoridades francesas reforçaram todas as medidas de segurança nos aeroportos e estações. Em 13 de novembro de 2015, Paris foi palco de um dos maiores atentados terroristas da história, com 130 mortos, em uma série de tiroteios e explosões organizados pelo grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis). Na Itália, o ministro do Interior, Angelino Alfano, convocou para às 15h locais uma reunião do Comitê Nacional para a Ordem e a Segurança Pública com o objetivo de analisar a adoção de medidas de prevenção a atentados terroristas. A segurança foi reforçada nos aeroportos italianos.   

O Vaticano também decidiu adotar medidas extras de proteção. O acesso à Praça São Pedro tem sido feito através de um detector de metais e a região conta com policiais à paisana. Por sua vez, o ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, voltou a pedir cooperação entre os países para colocar um freio nas organizações terroristas. Ele retomou a ideia de criar uma Promotoria europeia para "enfrentar estes fenômenos". "Quando os países europeus ficam divididos, correm o risco de deixar que o terrorismo ganhe espaço", comentou. As autoridades britânicas também alteraram a rotina dos aeroportos e dos voos como medida de precaução. Redes Sociais - Assim como os atentados de Paris geraram uma reação de solidariedade nas redes sociais, internautas lançaram no Twitter a hashtag #PrayForBelgium. (ANSA)
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