Armani anuncia que não irá usar mais pele em suas criações

Por Gioia Giudici MILÃO, 22 MAR (ANSA) - O grupo Armani é a segunda empresa italiana de moda que decidiu abolir o uso de pele de animais em todas as suas coleções. A partir da estação outono/inverno 2016/2017 europeia todas as propostas da grife serão "fur free".   


"Anuncio o empenho concreto do Grupo Armani na total abolição do uso de pele de animais nas próprias coleções. O progresso tecnológico conseguido nestes anos nos permitem ter à disposição alternativas válidas que fazem com que o recurso das práticas cruéis com os animais sejam inúteis", declarou o CEO do grupo, Giorgio Armani.   


"A minha companhia cumpre hoje um passo importante e prova a sua atenção em relação às delicadas problemáticas ligadas ao salvamento e ao respeito ao meio-ambiente e ao mundo animal", explicou o estilista.   


A mudança feita pela empresa italiana foi oficializada nesta terça-feira, dia 22, e faz parte de um acordo com as organizações The Humane Society of the United States e Fur Free Alliance. O presidente desta última, John Vinding, afirmou que a escolha de Armani "demonstra claramente que os estilistas e consumidores podem ter, respectivamente, liberdade criativa e produtos de luxo sem recorrer à crueldade aos animais".   


"Por décadas, Girogio Armani foi um 'trendsetter' no mundo da moda e a sua última decisão é a prova de que a sensibilidade e a inovação representam o futuro este setor", disse Vinding.   


Armani é com certeza um dos estilistas mais importantes, mas não é o primeiro ou único protagonista do ramo a escolher não usar mais peles nas suas criações. Uma das que mais apoia a causa em seu início foi Stella McCartney, que não usa peles em nenhum dos modelos há anos. Além dela, também se encontram grifes como Hugo Boss, Tommy Hilfiger e Calvin Klein como "fur free". A Liga Anti Vivissecção (LAV), organização italiana a favor dos direitos dos animais, definiu como "histórica" a decisão de Armani e relembrou do recente lançamento da sua iniciativa Animal Free Fashion, o qual atribui "classificação ética" de empresas que estão empenhadas a não utilizar materiais animais.   


"Trata-se de um projeto de grande sucesso, que confirma o crescente interesse do público para produtos de moda éticos e o aumento das extraordinárias potencialidades criativas, produtivas e comerciais do setor", ressaltou a LAV.   


Na Itália, a marca Elisabetta Franchi não usa pele animal desde 2011 e penas e plumas naturais desde o ano passado. Já a grife Save the Duck, além de abolir pele e penas, também não utiliza couro, seda e lã, atingindo um nível "animal free". (ANSA)
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