Atentados em Bruxelas: O que sabemos até agora?

SÃO PAULO, 22 MAR (ANSA) - Atentados como os de 13 de novembro em Paris e os desta terça-feira (22) em Bruxelas provocam um fluxo frenético de notícias, rumores e especulações sobre vítimas, terroristas, motivações e operações da polícia. Mas, até agora, o que sabemos de fato sobre os ataques à capital belga? Mortos - Até aqui, o balanço oficial do Ministério da Saúde da Bélgica contabiliza 31 vítimas fatais e pelo menos 250 feridos.   

Desse total, 11 pessoas morreram no aeroporto em Zaventem, o principal do país, e 20 perderam a vida na estação de metrô de Maelbeek. Como ainda há muita gente internada, os números podem mudar nas próximas horas.   

O responsável - Os atentados foram reivindicados oficialmente pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que controla vastos territórios de Síria e Iraque e possui ramificações em vários países, como a Líbia. A Bélgica integra a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para combater o EI no Oriente Médio, por isso entrou na mira dos terroristas. "Nós prometemos dias negros para todas as nações cruzadas empenhadas na sua luta contra o Estado Islâmico", diz um comunicado do grupo.   

Os terroristas - A polícia belga divulgou a foto dos três suspeitos de terem cometido o atentado no aeroporto de Zaventem.   

Dois deles, provavelmente os que aparecem com roupas escuras, morreram nas explosões. O terceiro, que usava uma jaqueta clara e chapéu, está sendo procurado. Nenhum deles foi identificado até o momento. Além disso, não foram divulgadas informações sobre os terroristas da estação de metrô de Maelbeek.   

A dinâmica - Duas bombas explodiram no saguão de embarque do aeroporto, perto do check-in da companhia aérea norte-americana American Airlines, por volta das 8h da manhã (horário local).   

Pouco mais de uma hora depois, um explosivo foi acionado na estação de Maelbeek, no bairro que abriga as instituições europeias. O incidente ocorreu no segundo de três vagões de um trem antigo. Contudo, ainda não se sabe como exatamente as bombas foram detonadas. Em Zaventem, também foi encontrado um terceiro explosivo e um fuzil AK47, indicando que o desastre poderia ter sido maior.   

Salah Abdeslam - Na última sexta-feira (18), a Bélgica prendeu Salah Abdeslam, um dos suspeitos de terem participado dos atentados de Paris e considerado o homem mais procurado da Europa. O serviço secreto do Iraque diz que os ataques desta terça estavam sendo planejados havia dois meses e faziam parte de um plano maior, mas foram antecipados e concentrados em Bruxelas como forma de retaliação pela captura de Abdeslam.   

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, afirmou que é "improvável" que os dois fatos tenham alguma relação. "Um ataque dessas dimensões não é algo que se organiza em poucas horas", disse. A Bélgica ainda não confirmou e nem descartou essa hipótese oficialmente.   

Buscas - A polícia belga realizou uma vasta operação na cidade de Schaerbeek, na periferia de Bruxelas, encontrando uma bomba de pregos, produtos químicos e uma bandeira do Estado Islâmico.   

O município fica perto de onde Abdeslam foi capturado, mas não se sabe se os objetos estão ligados aos terroristas desta terça.   

Novos ataques? - Após os atentados, a Bélgica permanece em alerta máximo contra o terrorismo. Ou seja, novas ações podem acontecer a qualquer momento. Outros países da União Europeia também ligaram o alarme contra possíveis ataques. A Itália, por exemplo, está no nível 2, aquele imediatamente anterior ao de um "atentado em curso". No entanto, com exceção da Bélgica, não há indícios de ações terroristas iminentes dentro do bloco. (ANSA)
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