Rússia condena piloto ucraniana a 22 anos de prisão

MOSCOU, 22 MAR (ANSA) - A piloto ucraniana Nadia Savchenko foi condenada nesta terça-feira (22) a 22 anos de prisão por um tribunal russo de Donetsk, no leste da Ucrânia. Segundo a corte, a militar forneceu as coordenadas para os tiros de morteiro que, em junho de 2014, mataram dois jornalistas da Rússia na região de Donbass, que é palco de conflitos separatistas.   

No entanto, Kiev e as nações ocidentais acreditam que motivações políticas estão por trás das acusações. Enquanto ouvia a sentença, Savchenko começou a cantar uma música popular de seu país, obrigando o magistrado a interromper a leitura. O tribunal também aplicou uma multa de 100 mil rublos (R$ 5,3 mil) por ela ter atravessado ilegalmente a fronteira entre Ucrânia e Rússia.   

A pena será descontada em regime de "média segurança", mas Kiev já disse estar pronta para trocar a piloto por Ievgueni Yerofeyev e Aleksandr Aleksandrov, dois supostos militares russos capturados por tropas ucranianas em maio passado.   

Ainda assim, a defesa anunciou que Savchenko iniciará uma greve de fome e sede dentro de 10 dias. "Tentamos convencê-la a mudar de ideia, mas ela permanece firme nas suas intenções", declarou o advogado Nikolai Polozov. Segundo o Kremlin, a decisão sobre uma eventual troca de prisioneiros cabe única e exclusivamente ao presidente Vladimir Putin.   

Savchenko foi presa durante os conflitos separatistas no leste da Ucrânia, que opõem o governo de Kiev às regiões de Donetsk e Lugansk, em Donbass, mais próximas física, política e culturamente a Moscou. (ANSA)
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