Após ataques em Bruxelas, Polônia quer barrar refugiados

ROMA, 23 MAR (ANSA) - A primeira-ministra da Polônia, Beata Szydlo, afirmou nesta quarta-feira (23) que seu país não pretende mais receber solicitantes de refúgio. A nação é uma das principais críticas do plano de redistribuição de pessoas em busca de proteção adotado pela União Europeia.   

"Depois do que aconteceu ontem [22] em Bruxelas, não estamos de acordo em acolher qualquer grupo de imigrantes", declarou a premier, que pertence ao partido conservador eurocético Direito e Justiça (PIS).   

Szydlo está no cargo desde o fim do ano passado, quando sua legenda venceu as eleições parlamentares com cerca de 40% dos votos, em mais um capítulo da crescente onda nacionalista na Europa, reforçada após o início da atual crise de refugiados.   

Até aqui, a Polônia havia aceitado receber aproximadamente 7 mil solicitantes de refúgio. Todos os terroristas de Bruxelas já identificados até aqui são belgas de nascimento.   

Vale lembrar que Varsóvia é signatária da Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados desde 1991. Entre outras coisas, o documento exige que os Estados não façam "discriminação quanto à raça, à religião ou ao país de origem" dessas pessoas. (ANSA)
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