Enfermeira acusada de matar 13 na Itália se diz inocente

LIVORNO, 01 ABR (ANSA) - Cesarina Barghini, advogada da enfermeira italiana Fausta Bonino, presa sob a acusação de matar pelo menos 13 pacientes entre 2014 e 2015 com injeções letais, afirmou nesta sexta-feira (1º) que sua cliente se diz inocente e que não há nenhuma prova contra ela.   

Bonino trabalhava no hospital de Piombino, na região da Toscana, e, segundo a polícia, usou doses letais de heparina para tirar a vida de pessoas que não estavam em estágio terminal. As 13 vítimas tinham entre 61 e 88 anos e haviam sido internadas por problemas simples, como ossos quebrados.   

"Além do fato de que a senhora Bonino se proclama inocente com todas as suas forças e de que não se explica como foi possível formular uma acusação tão infame, o que me surpreende é a segurança com a qual, na falta de provas ou pelo menos de um conjunto de indícios idôneos, se esteja atribuindo à minha cliente uma conduta tão feroz", declarou a advogada.   

A enfermeira acusada tem 55 anos e é originária de Savona, na Ligúria, mas reside na Toscana desde o início dos anos 1980. Ela está detida em uma penitenciária de Pisa. Casada e com dois filhos, Bonino trabalhava havia cerca de 20 anos no departamento de anestesia e cuidados intensivos do hospital de Piombino.   

De acordo com a polícia, a acusada sofre de depressão e estava sendo tratada por um especialista. No próximo dia 4 de abril, a enfermeira será submetida a um interrogatório para dar sua versão sobre o caso. (ANSA)
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