'A Juventude', de Paolo Sorrentino, estreia no Brasil

SÃO PAULO, 5 ABR (ANSA) - Já é possível ver nos cinemas o último filme de Paolo Sorrentino, cineasta italiano que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2014 com a obra "A Grande Beleza" e que desponta como um dos melhores diretores de cinema desta geração do país europeu. "Juventude" entrou em cartaz na última quinta-feira, dia 31 nas salas nacionais.   


Sorrentino monta o filme a partir de dois personagens principais: o maestro aposentado Fred Ballinger (Michael Cane) e seu velho amigo, o cineasta Mick Boyle (Harvey Keitel). A relação dos dois é destrinchada em meio a massagens e jantares de um hotel spa de luxo nos alpes suíços.   


Passando uma temporada no elegante hotel, Bellinger lida com um convite da coroa britânica de voltar a reger apresentando suas principais obras, as Simple Songs, com a orquestra da BBC para a rainha. A oportunidade, que seria aceita por muitos maestros rapidamente, é negada devido a problemas pessoais do artista, que se tornam mais vivos e presentes com a chegada de sua filha e assistente, Lena (Rachel Weisz), que culpa o pai pelas crises que a família sofreu no passado.   


Já Boyle é um cineasta que quer dirigir seu último filme, uma espécie de testamento, e para isso convida a atriz, e sua antiga musa, Brenda Morel (Jane Fonda), que o recebe com uma surpresa.   


O diretor de cinema também tem dificuldade em lidar que a filha de seu melhor amigo tenha sido abandonada pelo marido, no caso o próprio filho de Boyle.   


Além desses personagens, também aparecem o norte-americano Jimmy Tree (Paul Dano), ator que ficou famoso por ter estrelado um grande blockbuster e que agora provará seu talento em um papel difícil em um filme alemão, uma massagista, uma miss universo, um monge budista e um ex-jogador de futebol obeso, que faz uma clara referência a Maradona. Além da ótima interpretação dos atores, "Juventude" também encanta pela sequências de externas e pela bela trilha-sonora composta pelo norte-americano David Lang, que dá vida à história. Mesmo assim,a apresentação final da obra é um pouco artificial, fazendo com que ela não seja o melhor trabalho de Sorrentino, não conseguindo ultrapassar o impacto de "A Grande Beleza". (ANSA)
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